Apesar de ser um tipo de câncer hematológico, o mieloma múltiplo ainda é pouco conhecido pela população. Por conta disso, pode até mesmo ser confundido com outras doenças. Marcado por sintomas muitas vezes inespecíficos, o diagnóstico costuma ser tardio, o que reforça a importância da informação.

 

Para esclarecer os principais pontos sobre a condição, a hematologista Camila Gonzaga, médica do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), explica o que é mito e o que é verdade quando o assunto é Mieloma Múltiplo.

 

1. Mieloma Múltiplo é um tipo de leucemia.
Mito. "O mieloma múltiplo é uma doença diferente da leucemia, embora ambos sejam cânceres hematológicos (do sangue)", explica a médica. Segundo ela, o Mieloma é um câncer de células plasmáticas — células B maduras responsáveis pela produção de anticorpos — que se proliferam na medula óssea e podem causar complicações como hipercalcemia, insuficiência renal, anemia e lesões ósseas líticas.

 

Já as leucemias envolvem células sanguíneas em diferentes estágios de desenvolvimento, que também se proliferam na medula óssea, mas circulam no sangue periférico. 

 

2. O mieloma múltiplo costuma ser diagnosticado precocemente.
Mito. De acordo com a especialista, o diagnóstico tardio é comum justamente por conta dos sintomas pouco específicos. "O diagnóstico tardio acontece devido a sintomas inespecíficos e vagos que se assemelham a condições benignas comuns, levando tanto pacientes quanto médicos a não suspeitarem inicialmente da doença", afirma.

 

A dor óssea, especialmente na região lombar, é o sintoma inicial mais comum, presente em 47% dos pacientes, mas frequentemente confundida com osteoporose, artrose ou outros problemas musculoesqueléticos. "Em um estudo, 52% dos pacientes receberam outros diagnósticos antes do mieloma, sendo distúrbios musculoesqueléticos os mais comuns (47,8%)", destaca. 

 

Outro fator é a investigação incompleta, sem a verificação dos critérios CRAB — hipercalcemia, insuficiência renal, anemia e lesões ósseas — fundamentais para o diagnóstico.

 

3. Existe um perfil mais comum de paciente com mieloma múltiplo.
Verdade. "O perfil mais comum de paciente acometido pelo Mieloma Múltiplo é de indivíduos idosos, com idade mediana ao diagnóstico de 69-70 anos", explica Dra. Camila. Cerca de 63% dos pacientes têm mais de 65 anos no momento do diagnóstico. A doença também é mais frequente em homens e apresenta incidência significativamente maior em pessoas negras.

 

4. Dor óssea pode ser um sinal de alerta para a doença.
Verdade. A dor óssea é um dos principais sinais de atenção. "A dor óssea esteve presente em 58% dos pacientes de um estudo clínico e é um sinal de alerta", afirma a hematologista. Além disso, o Mieloma Múltiplo pode se manifestar com sintomas inespecíficos como náusea, vômito, mal-estar, fraqueza, infecções recorrentes e perda de peso. Em alguns casos, o paciente pode ser assintomático, com diagnóstico feito incidentalmente por exames laboratoriais alterados. 

 

Entre as manifestações mais frequentes estão anemia (73%), lesões ósseas líticas (79%), elevação da creatinina sérica (19%), hipercalcemia (13%), leucopenia (20%) e trombocitopenia (5%). 

 

5. O diagnóstico depende de exames específicos.
Verdade. Segundo a especialista, a confirmação da doença exige uma investigação detalhada. "Para confirmação diagnóstica é fundamental a avaliação laboratorial, com presença de proteína monoclonal e critérios do CRAB, além de biópsia de medula óssea com análise citogenética e exames de imagem de corpo inteiro, como tomografia, PET-CT ou ressonância magnética", explica.

 

6. O tratamento evoluiu nos últimos anos.
Verdade. "O tratamento do Mieloma Múltiplo evoluiu significativamente", afirma a hematologista. Os pacientes são inicialmente avaliados quanto à possibilidade de transplante de medula óssea para consolidação de resposta. A partir disso, são definidos protocolos que incluem terapia-alvo, agentes imunomoduladores, imunoterapia e corticoides, sendo que a maioria dos esquemas de indução já não envolve quimioterapia.

 

7. O mieloma múltiplo tem cura.
Mito (mas pode entrar em remissão). Embora ainda não se fale em cura na maioria dos casos, a doença pode ser controlada de forma eficaz. "O mieloma múltiplo pode entrar em remissão, incluindo remissão completa e até mesmo negatividade de doença residual mínima (MRD)", destaca a médica. Com as terapias modernas, uma parcela significativa dos pacientes alcança respostas profundas e duradouras. "Mais de 60-70% dos pacientes recém-diagnosticados alcançam resposta completa e negatividade de MRD", finaliza.

 

Sobre o Instituto de Oncologia de Sorocaba

 

Referência há 30 anos em quimioterapias e infusões oncológicas e não oncológicas, o Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), junto com o Hospital Evangélico de Sorocaba, integra o hub Sorocaba da Hospital Care, uma das maiores administradoras de serviços de saúde do país.

 

O Instituto possui uma equipe multidisciplinar altamente capacitada formada por médicos, farmacêuticos, nutricionista, psicóloga e enfermeiros. Com estrutura completa, conta com quartos individuais e acolhedores e atendimento humanizado. Atende mais de 20 convênios, entre eles, Funserv, Amil, Bradesco Saúde e SulAmérica.

 

O IOS tem acreditação internacional de qualidade pela ACSA (Agencia de Calidad Sanitaria de Andalucía) desde 2021. Foi a segunda instituição de oncologia no país a obter esta certificação.

 

Fonte: OS2 Comunicação

 

Fábio Rabin lança promoção de reta final para show em Catanduva: “Matheus Meia”.

Leia mais...

Bebê morre afogado após cair em piscina em Novo Horizonte

Leia mais...

Mulher é conduzida ao Plantão Policial após causar danos em equipamentos da UPA de Catanduva

Leia mais...

GCM aborda motocicleta com adulteração de sinal identificador em Catanduva

Leia mais...

Semana do Cinema tem ingressos a partir de 10 reais e benefício exclusivo no Iguatemi São José do Rio Preto

Leia mais...

Sesi Barretos apresenta espetáculo "Raízes Sertanejas - Orquestra Sanfônica", nesta quinta, 10 de setembro

Leia mais...