A Justiça do Trabalho autorizou a utilização de valores bloqueados nas contas da Associação Mahatma Gandhi para o pagamento das rescisões dos ex-colaboradores que atuavam na UPA e nos postos de saúde de Catanduva. Segundo informações apuradas pelo jornal O Regional, o montante total devido aos trabalhadores chega a R$ 6,3 milhões.
A quitação das verbas será realizada pela Prefeitura de Catanduva, conforme acordo firmado entre a administração municipal e o Sindicato da Saúde (Sinsaúde). A expectativa é que o dinheiro seja liberado em poucos dias.
Entenda o bloqueio e os pagamentos
As verbas foram bloqueadas judicialmente em dezembro, após ações movidas pela prefeitura e pelo órgão sindical para assegurar os direitos dos trabalhadores. Em declaração ao O Regional, a Secretaria Municipal de Saúde não revelou o saldo total retido pela Justiça, mas garantiu que o montante é "suficiente para a quitação das verbas rescisórias de todos os trabalhadores da UPA e UBS que mantêm vínculo empregatício".
Os profissionais foram dispensados em novembro do ano passado, após o encerramento unilateral dos contratos de gestão pelo poder público. Desde o dia 12 de dezembro de 2025, a cogestão da saúde no município foi assumida emergencialmente pela Associação de Benemerência Senhor Bom Jesus, de Monte Azul Paulista.
Benefícios estendidos aos funcionários do hospital
Além das equipes das unidades de saúde, o presidente do Sindicato da Saúde, José Vendramini, confirmou ao O Regional que cerca de 70 ex-colaboradores que atuavam diretamente na sede do Hospital Mahatma Gandhi também foram incluídos na decisão.
"Isso ia virar uma ação trabalhista que poderia durar anos. O Sindicato pediu para incluir esses trabalhadores e a Justiça deferiu", celebrou Vendramini em entrevista ao jornal.
Com a decisão, as verbas bloqueadas atenderão tanto os profissionais da rede básica quanto aqueles que atuavam na estrutura interna da instituição, encerrando um período de incerteza para as famílias afetadas.
Fonte: O Regional
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