Representantes do Núcleo de Segurança do Paciente dos hospitais da Fundação Padre Albino participaram, no dia 8 de agosto, do workshop "Lições da Aviação – Transformando a Segurança na Saúde", realizado pelo Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP). O encontro, na capital paulista, reuniu profissionais da saúde e especialistas em aviação para discutir como práticas consagradas no setor aéreo podem elevar os padrões de segurança na assistência hospitalar.

 

O evento foi conduzido por Gustavo Rocha, comandante de companhia aérea com mais de três décadas de experiência, passando pelas companhias Varig, TAM e Azul, e Karina Pires, enfermeira e especialista em Qualidade e Segurança pela Universidade Nova de Lisboa. Juntos, eles apresentaram conceitos e ferramentas usadas na aviação que podem ser adaptadas à saúde, como sistemas de gestão de risco, protocolos claros e cultura organizacional voltada para a prevenção de falhas.

 

 

Entre os temas centrais discutidos destacaram-se a normalização do desvio — quando práticas inseguras passam a ser aceitas como padrão — e a compreensão do erro humano como reflexo de falhas sistêmicas e não como motivo para punição individual. "Um processo perigoso que precisa ser identificado e combatido", alertou o comandante.

 

Além disso, foi discutida a importância de mudar a forma como os erros humanos são tratados. "Em vez de adotar postura punitiva é necessário enxergar os erros como reflexo de falhas sistêmicas. A proposta é desenvolver essa abordagem proativa, focada em investigar as causas reais, evitar repetições e promover cultura de aprendizado contínuo", destacou a palestrante Karine.

 

A proposta defendida pelos palestrantes é investir em estratégias preventivas e no fortalecimento de cultura de segurança justa, onde erros sejam tratados como oportunidades de aprendizado. Para Raquel Bueno, enfermeira da Segurança do Paciente do Hospital Emílio Carlos, a abordagem pode gerar impactos positivos diretos. "Ao identificar e combater a normalização do desvio, prevenimos riscos operacionais. Já ao entender o erro humano como resultado de falhas sistêmicas, incentivamos a melhoria contínua e criamos ambiente onde os colaboradores se sintam seguros para reportar ocorrências", disse Raquel.

 

Estiveram presentes Adriani Izabel de Souza Moraes, gerente da Qualidade da Fundação Padre Albino, Raquel Bueno de Campos Garcia, enfermeira da Segurança do Paciente do Hospital Emilio Carlos, e Kayalem Baroni Lopes Vaccari, enfermeira da Segurança do Paciente do Hospital Padre Albino.

 

Foto/Divulgação

 

Fonte: Alan Gazola - Fundação Padre Albino

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