O aumento das temperaturas no Brasil, impulsionado por ondas de calor cada vez mais frequentes e prolongadas, tem provocado um crescimento significativo na procura por equipamentos de ar-condicionado. Dados recentes mostram alta expressiva nas vendas desses aparelhos, com recorde de vendas em 2024, contabilizando 5,88 milhões de unidades, um crescimento de 38% sobre 2023, segundo a Eletros (Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos).

Nesse cenário, o Brasil ocupa a posição de segundo maior polo produtor de ar-condicionado do mundo, perdendo apenas para a China, de acordo com a entidade. Essa combinação de calor recorde e demanda crescente pressiona toda a cadeia de HVAC-R, que precisa responder com sistemas mais eficientes, duráveis e capazes de operar sob carga intensa.

Nos últimos anos, as alterações climáticas deixaram de ser eventos pontuais e passaram a influenciar diretamente o comportamento do consumo. Segundo o programa europeu Copernicus, que monitora clima global e outros ambientes, outubro de 2025 foi o terceiro outubro mais quente já registrado no planeta, com uma temperatura média global de 15,14 °C, sendo 0,7 °C acima da média de 1991 a 2020 e 1,55 °C acima do período pré-industrial. Por causa desse recorde e de meses anteriores, 2025 deve encerrar entre os três anos mais quentes da história.

Com o uso mais intenso dos sistemas, cresce também a exigência por aparelhos capazes de manter desempenho estável mesmo sob ciclos prolongados de operação. Isso coloca a eficiência energética e a confiabilidade no centro das decisões de fabricantes e instaladores, que precisam garantir equipamentos adequados a um cenário de calor persistente e consumo elevado. Componentes internos, qualidade dos materiais e precisão na transferência térmica tornam-se fatores determinantes para o funcionamento seguro e contínuo dos sistemas de refrigeração.

Papel do Cobre

Nesse contexto, o Cobre se destaca como um dos materiais mais estratégicos para a construção de sistemas de HVAC-R, especialmente em períodos de maior demanda. A elevada condutividade térmica permite que a troca de calor ocorra de maneira eficiente, reduzindo o esforço dos compressores e contribuindo para a estabilidade do equipamento mesmo em dias de uso intenso. Além disso, a alta resistência mecânica e capacidade de suportar variações de pressão tornam o material adequado para aplicações que exigem confiabilidade contínua.

Além do desempenho térmico, o Cobre apresenta características que contribuem diretamente para a durabilidade dos sistemas de HVAC-R. Os tubos, serpentinas e conexões fabricados a partir desse material oferecem alta resistência à corrosão, garantem estanqueidade e mantêm desempenho estável mesmo após longos períodos de operação. Essa robustez reduz o risco de vazamentos, aumenta a vida útil dos equipamentos e melhora a eficiência dos processos de refrigeração e climatização, fatores essenciais em um mercado pressionado por altas temperaturas e uso intensivo dos aparelhos.

Eficiência energética e reciclabilidade

A eficiência energética também é um dos principais fatores que reforçam a importância do metal para o setor. Por possuir alta condutividade térmica e elétrica, o material otimiza a transferência de calor e reduz perdas ao longo do processo, permitindo que os equipamentos operem com menor consumo de energia mesmo em condições extremas de temperatura. Em um momento em que o uso de ar-condicionado cresce e o impacto ambiental está no centro das discussões, a escolha de materiais capazes de melhorar o desempenho e reduzir emissões torna-se decisiva para fabricantes, instaladores e consumidores.

Outro ponto relevante é a reciclabilidade do Cobre, que preserva suas propriedades mesmo após diversos ciclos de reaproveitamento. Essa característica reforça o alinhamento do material com práticas de economia circular, reduzindo a extração de recursos naturais e contribuindo para processos industriais mais sustentáveis. Em um setor que enfrenta desafios relacionados ao descarte de equipamentos e ao consumo crescente de energia, utilizar componentes com ampla possibilidade de reciclagem e de alta durabilidade se torna uma vantagem adicional para o setor de refrigeração.

Com a intensificação do calor e o uso cada vez mais frequente dos sistemas de climatização, a escolha de materiais adequados passa a influenciar diretamente o desempenho e a confiabilidade dos equipamentos. Investir em componentes de alta qualidade, como tubulações de cobre, e adotar práticas de instalação e manutenção alinhadas às normas técnicas fortalece toda a cadeia de HVAC-R. Essa combinação contribui para reduzir falhas, aumentar a vida útil dos sistemas e minimizar impactos ambientais, aspectos que ganham importância em um mercado pressionado por demandas crescentes e por requisitos mais rigorosos de eficiência energética.

Diante desse cenário, o Cobre se consolida como um elemento essencial para a nova geração de sistemas de refrigeração, oferecendo equilíbrio entre desempenho térmico, durabilidade, segurança e sustentabilidade. A combinação de calor recorde, aumento nas vendas de equipamentos e maior pressão por eficiência reforça a necessidade de materiais capazes de responder às exigências atuais do mercado. Garantir qualidade desde a fabricação até a instalação é um passo fundamental para atender a um ambiente climático mais desafiador e assegurar que os sistemas funcionem de forma eficiente e confiável ao longo do tempo.

Fonte: EPR Comunicação

Recanto Monsenhor Albino implanta novo protocolo para cuidados com sonda vesical e treina equipe

Leia mais...

Calor extremo eleva o risco de infarto e AVC, alerta cardiologista da FPA

Leia mais...

Aeronaves ficam danificadas após chuva forte derrubar hangares no Aeroclube de Ibirá

Leia mais...

Motorista de carro morre em batida frontal contra caminhão em Novo Horizonte

Leia mais...

Clientes de baixa podem ter novo desconto social na fatura de energia

Leia mais...

Instituto Alarme aluga casarão histórico para garantir sustentabilidade financeira e preservar patrimônio

Leia mais...