A Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (Funfarme) e a Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) realizaram uma ação de conscientização sobre a não-violência contra a mulher. O evento aconteceu na última quinta-feira, 31, no Centro de Convenções Famerp, e contou com a participação de aproximadamente 140 mulheres, entre colaboradoras e alunas das respectivas instituições.

Mais do que marcar a campanha "Agosto Lilás", em prol do combate à violência contra a mulher, a ação da Funfarme e da Famerp teve o objetivo de alertar às mulheres que somente no ano passado foram registrados 4.034 casos de homicídios de mulheres em todo o Brasil - uma média 11 mulheres assassinadas por dia. Dessas vítimas, 1.437 perderam suas vidas simplesmente por serem mulheres, caracterizando assim 35,6% do total de mortes femininas como feminicídios.

O evento, intitulado "O Respeito Acaba Quando a Violência Começa", contou com palestras ministradas pelo psicólogo Weslley Augustho Rodrigues, especialista em relacionamento, e pela promotora da Justiça Heloísa Gaspar Martins Tavares, da área de Enfrentamento de Violência Contra a Mulher. O encerramento ficou por conta das palavras da secretária Municipal da Mulher, Pessoa com Deficiência e Igualdade Social, Maria Cristina de Godoi Augusto, e da assistente social Cléia Lima.

Também estavam presentes a diretora adjunta de extensão da Famerp e coordenadora da COAPRIMO e COREMU, Dra. Magali Orate, o vice-diretor executivo da Funfarme, Dr. Wagner Vicensoto, a superintende assistencial Isabela Frutuoso, a coordenadora do Lucy Montoro, Tatiane Clementino, e a vice-diretora administrativa do HCM, Dra. Maria Lucia Luiz Barcelos Veloso.

"A violência contra a mulher é uma realidade que está próxima de nós", afirmou Dra. Magali, ao enfatizar que a temática é debatida constantemente em escolas do município e que ele é trabalhado com alunos de graduação da Famerp.

O psicólogo Weslley Augustho Rodrigues, ministrou a palestra "Bem me Quero." Na oratória, ressaltou a importância de as mulheres compreender os sinais de que possam estar em um relacionamento abusivo, identificar os tipos de violência existentes no relacionamento (física, moral, sexual, patrimonial, psicológica), qualificando a última como a que mais afeta as mulheres. Rodrigues também enfatizou que as mulheres têm seus direitos e são livres para escolhas.

Já a promotora Heloísa Gaspar desmistificou o "Empoderamento Feminino", destacando as diferenças entre feminismo e femismo, além de trazer informações relevantes do serviço de proteção disponível à mulher, pela Justiça e Ministério Público, enfatizando a importância da formalização da medida protetiva.

"É muito importante um evento desta magnitude. Eventos como estes chamam atenção das mulheres promovendo a possibilidade de elas saírem desta violência. Ressalto o apoio do poder Judiciário, do Ministério Público, em acreditar nos relatos ocorridos pois muitas vezes, elas deixam de denunciar ao achar que a palavra dela não tem valor, e não é assim", concluiu.

A secretária municipal Maria Cristina e a assistente social Cléia Lima apresentaram informações de políticas públicas voltadas às mulheres em São José do Rio Preto, por meio do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM).

O CRAM disponibiliza serviço de acolhimento psicológico, assessoria jurídica, assistente social, e quando necessário, acolhe mulheres em casa abrigo. Também é responsável por direcionar as denúncias de violência contra à mulher. Dentre os canais de denúncia, Cléia também frisou o disque denúncia 180 que tem atendimento 24 horas.

Serviço

O atendimento no CRAM é semanal (segunda a sexta-feira, das 8 às 17h). CRAM 1 – (17) 9 9708-2041 | CRAM 2 – (17) 99646-8909.

Fonte: Intermídia

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