Quando se fala em Parkinson, a imagem mais comum é a de uma pessoa com tremores nas mãos. Mas essa percepção está longe de refletir a complexidade da doença, que não começa, necessariamente, com sinais visíveis. Mais do que observar tremores, o alerta está em perceber mudanças sutis no corpo e no comportamento, especialmente quando persistentes.

De acordo com o neurocirurgião Otávio Turolo, do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), nem todos os pacientes apresentam tremor e, em muitos casos, os primeiros sinais passam despercebidos por anos. "Existem sintomas motores e não-motores na doença de Parkinson. Cerca de 20% dos pacientes não apresentam tremor. Nesses casos, a rigidez e a lentidão dos movimentos são mais evidentes", explica o especialista.

Sinais silenciosos que antecedem a doença

Um dos principais desafios do Parkinson é que ele pode dar sinais muito antes do diagnóstico e de forma silenciosa. Entre os sintomas menos conhecidos estão a perda de olfato, distúrbios do sono REM (movimentos involuntários durante o sono profundo), constipação intestinal e sintomas depressivos.

Segundo Turolo, esses sinais são considerados premonitórios e podem surgir até 10 anos antes dos sintomas motores clássicos, como tremor ou lentidão. "O problema é que esses sintomas podem estar associados a diversas outras condições, o que dificulta a identificação precoce da doença", destaca.

Quando procurar ajuda

Apesar dos sinais iniciais, o momento mais indicado para buscar avaliação médica é quando surgem os sintomas motores. "Quando o paciente começa a apresentar lentidão ou tremor, é importante procurar um neurologista. Os sintomas não-motores isolados não são suficientes para fechar diagnóstico", afirma o médico.

Diferentemente de outras doenças, o Parkinson não tem um exame específico que confirme o diagnóstico. A identificação é feita de forma clínica, com base em critérios bem definidos. Entre os principais pontos avaliados estão:

- Presença de tremor de repouso;

- Resposta positiva a medicamentos dopaminérgicos (aqueles que aumentam a ação da dopamina no cérebro);
- Desenvolvimento de movimentos involuntários (discinesias) com o uso da medicação;
- Perda do olfato.

Exames de imagem, como a ressonância magnética, também são utilizados, principalmente para descartar outras possíveis causas. O tratamento envolve o uso de medicamentos e o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais como neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e psicólogo, fundamentais para garantir uma boa reabilitação.

Em alguns casos, pode ser indicada a estimulação cerebral profunda, um procedimento cirúrgico no qual um dispositivo implantado no cérebro envia impulsos elétricos para áreas específicas, ajudando a controlar sintomas motores da doença, especialmente quando há o diagnóstico precoce.

Sobre o Hospital Evangélico de Sorocaba

O Hospital Evangélico de Sorocaba, que, em 2025, completa 90 anos de tradição e credibilidade, conta com um Pronto Atendimento Adulto ágil. Possui ambulatório médico em diversas especialidades, centros cirúrgicos e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com o Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), o Hospital Evangélico compõe o hub de serviços em saúde da Hospital Care para Sorocaba e região.

Fonte: OS2 Comunicação

Fábio Rabin lança promoção de reta final para show em Catanduva: “Matheus Meia”.

Leia mais...

Bebê morre afogado após cair em piscina em Novo Horizonte

Leia mais...

Mulher é conduzida ao Plantão Policial após causar danos em equipamentos da UPA de Catanduva

Leia mais...

GCM aborda motocicleta com adulteração de sinal identificador em Catanduva

Leia mais...

Semana do Cinema tem ingressos a partir de 10 reais e benefício exclusivo no Iguatemi São José do Rio Preto

Leia mais...

Sesi Barretos apresenta espetáculo "Raízes Sertanejas - Orquestra Sanfônica", nesta quinta, 10 de setembro

Leia mais...