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Durante o período da Páscoa, o chocolate ganha protagonismo nas mesas e nas rotinas, impulsionando o consumo em diferentes faixas etárias. Em meio a esse cenário, surgem dúvidas sobre os efeitos do alimento na saúde ocular, especialmente diante de crenças populares que associam o doce a possíveis prejuízos à visão. Especialistas, no entanto, esclarecem que o impacto varia conforme a composição e os hábitos de consumo.

De acordo com o oftalmologista do H.Olhos, Alfredo Pigatin Neto, é importante desmistificar algumas ideias. "Existe uma percepção de que chocolate faz mal para os olhos, mas isso não é uma regra. O efeito está mais ligado à qualidade do produto e ao consumo em excesso", explica.

O médico destaca que versões com maior concentração de cacau apresentam compostos que podem ser benéficos ao organismo. "Chocolates mais amargos possuem substâncias antioxidantes, que ajudam na circulação sanguínea e podem favorecer, de forma indireta, estruturas oculares", afirma. Esses elementos contribuem para a proteção celular e para o funcionamento adequado do corpo.

Por outro lado, produtos com alto teor de açúcar e gordura exigem atenção. "O consumo frequente de opções mais açucaradas pode impactar a saúde geral e, consequentemente, refletir na visão ao longo do tempo", alerta o especialista. Há uma relação indireta com o desenvolvimento de condições que afetam diferentes sistemas do organismo.

Outro ponto importante é a moderação, especialmente em épocas de maior oferta. "O ideal é evitar exageros e priorizar versões com maior teor de cacau, sempre respeitando os limites individuais", orienta o oftalmologista. Pequenas porções já permitem aproveitar a data sem comprometer o bem-estar.

O especialista também reforça que o cuidado com a visão vai além de um único alimento. "Manter uma alimentação equilibrada, com nutrientes variados, é fundamental para preservar a saúde ocular", destaca. Frutas, vegetais e fontes de gorduras boas contribuem para o bom funcionamento do organismo.

Para quem deseja aproveitar o momento de forma consciente, a recomendação é simples: equilíbrio nas escolhas e atenção à rotina alimentar. "A Páscoa pode ser celebrada com prazer e responsabilidade, considerando sempre a qualidade do que é consumido", finaliza o Dr. Alfredo Pigatin Neto.

Fonte: TargetSP

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