A indicação é para adultos e adolescentes a partir de 12 anos que estejam sob risco de contrair o vírus. Em 2025, Brasil alcançou a eliminação da transmissão vertical do HIV, quando ocorre da mãe para o bebê. Foto: Ministério da Saúde

O uso do medicamento Sunlenca (lenacapavir), utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP) para reduzir o risco de infecção pelo HIV-1 por via sexual, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta segunda-feira, 12 de janeiro. O medicamento pode ser administrado por comprimido oral, utilizado no início do tratamento, ou por injeção subcutânea, administrada a cada seis meses.

EFICÁCIA — Os estudos clínicos apresentados pela Anvisa demonstraram 100% de eficácia do Sunlenca na redução da incidência de HIV-1 em mulheres cisgênero, 96% de eficácia em comparação com a incidência de HIV de base e 89% superios à PrEP oral diária. Com a aprovação, o Sunlenca se torna uma nova ferramenta para reduzir o risco de transmissão do HIV-1, oferecendo um regime semestral que facilita a adesão e diminui a carga sobre os sistemas de saúde.

A indicação é para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 kg e que estejam sob risco de contrair o vírus. Antes do início do tratamento, é obrigatório realizar teste com resultado negativo para HIV-1.

DISPONIBILIZAÇÃO — Apesar do registro concedido pela Anvisa, o medicamento ainda depende da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS) será avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e pelo Ministério da Saúde.

PREVENÇÃO COMBINADA — A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia essencial para prevenir a infecção pelo HIV. A PrEP faz parte da chamada "prevenção combinada", que inclui outras medidas como testagem regular para HIV, uso de preservativos, tratamento antirretroviral (TARV), profilaxia pós-exposição (PEP) e cuidados específicos para gestantes soropositivas.

Em julho de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o lenacapavir como opção adicional para PrEP, classificando-o como a melhor alternativa após uma vacina.

TRANSMISSÃO VERTICAL — A eliminação da transmissão vertical do HIV, quando ocorre da mãe para o bebê, foi uma das grandes conquistas do Brasil, no ano passado. A incidência da infecção em crianças ficou abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos e o país também atingiu mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes que vivem com o vírus. Desta forma, foi possível interromper, de forma sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação.

A conquista colocou o Brasil em posição de destaque no cenário global da saúde pública. A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) concedeu ao país o certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. O Brasil é o único país continental a alcançar esse marco, resultado do acesso gratuito e ampliado às terapias antirretrovirais e a estratégias modernas, seguras e eficazes de prevenção.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

Intoxicação alimentar em casa: especialistas revelam como prevenir riscos no dia a dia

Leia mais...

Mirassolândia promove 11º Almoço e Leilão de Gado em prol do Hospital de Base Rio Preto

Leia mais...

Sebastianópolis do Sul realiza 2ª Cavalgada Solidária em apoio ao Hospital de Base neste domingo (26)

Leia mais...

GCM registra novos flagrantes de descarte irregular em Catanduva

Leia mais...

Festival de Judô reúne cerca de 300 atletas em Catanduva

Leia mais...

Natação de Catanduva soma 70 medalhas em competições regionais

Leia mais...