Bianca Stanquevis (HCC), Cássia Montouro e Tiago Farina Matos (NIFIPO), e Dra. Carine Mauro (HCC)

O Hospital de Câncer de Catanduva (HCC) participou do segundo encontro do NIFIPO – Núcleo de Inteligência Filantrópica em Políticas Oncológicas, iniciativa lançada pela Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo) para fortalecer a articulação entre instituições filantrópicas e melhorar o acesso da população aos cuidados oncológicos. "O projeto tem o propósito de aprimorar políticas públicas de saúde e promover avanços estruturais por meio do diálogo conjunto com o poder público", diz o diretor-presidente da Fehosp, Edson Rogatti.

 

Representantes das instituições participantes estiveram reunidos para encontro anual na última terça-feira, 2 de dezembro, no Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho, em São Paulo. O HCC foi representado pela médica oncologista Dra. Carine Mauro e pela nutricionista Bianca Stanquevis.

 

A reunião foi conduzida por Tiago Farina Matos, assessor da Fehosp e coordenador do NIFIPO, ao lado da assistente técnica operacional do programa, Cássia Montouro, responsável pelo contato direto com os hospitais inscritos.

 

Durante o encontro, Matos destacou a relevância dos hospitais filantrópicos para o atendimento oncológico no Estado de São Paulo — responsáveis por mais de 70% das cirurgias, quase 80% das radioterapias e 70% das quimioterapias realizadas pelo SUS — e ressaltou que o Núcleo surge para construir uma inteligência coletiva no setor, fortalecendo a cooperação entre as instituições e ampliando sua participação na formulação de políticas públicas. Segundo ele, o núcleo também atua para propor projetos anuais que melhorem a assistência aos pacientes, como o programa de Acesso Efetivo a Medicamentos Oncológicos, que busca garantir a entrega dos tratamentos já incorporados ao SUS.

 

"O Núcleo que formamos deve ser um guardião vigilante para que nenhuma política pública crie barreiras que negligenciem as necessidades dos pacientes oncológicos. O princípio fundamental é não deixar nenhum paciente para trás, buscando soluções sustentáveis que garantam o acesso ao tratamento necessário", afirmou Tiago Matos.

 

Para o Hospital de Câncer de Catanduva, a participação no NIFIPO representa a ampliação de vozes e a troca de experiências entre instituições que vivem desafios semelhantes. Dra. Carine Mauro avaliou o encontro de forma positiva e ressaltou a importância do protagonismo coletivo.

"É um privilégio para o HCC estar entre os hospitais integrantes do Núcleo. Foi uma oportunidade valiosa para compartilhar as ações que já desenvolvemos para melhorar o atendimento aos pacientes oncológicos e, ao mesmo tempo, unir forças com outras unidades na construção de políticas oncológicas mais eficazes. Estarmos no NIFIPO significa ter voz e trabalhar para que nossos pacientes tenham cada vez mais acesso, qualidade e dignidade no tratamento."

 

Foto/Divulgação

 

Fonte: Alan Gazola - Fundação Padre Albino

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