A história de Catanduva e a trajetória da Fundação Padre Albino (FPA) se confundem há quase um século. Para homenagear uma instituição que transformou a vida de gerações e se tornou símbolo de solidariedade, saúde e promoção humana, a Câmara de Catanduva realiza, no próximo dia 25 de junho, às 19 horas, uma Sessão Solene em comemoração ao Centenário da Fundação Padre Albino.

A cerimônia acontecerá no plenário do Legislativo e foi proposta pelo presidente da Câmara, vereador Marcos Crippa, autor da Moção de Solenidade, Gratidão e Reconhecimento Histórico nº 112/2026, aprovada por unanimidade pelos vereadores em abril deste ano.

A homenagem busca eternizar um dos capítulos mais importantes da história de Catanduva, reconhecendo o legado construído pelo Monsenhor Albino Alves da Cunha e Silva, considerado um dos maiores benfeitores que o município já conheceu.

Segundo Marcos Crippa, a Fundação Padre Albino representa muito mais do que hospitais, faculdades ou estruturas físicas. Ela simboliza uma obra humana construída sobre valores que resistiram ao tempo e continuam transformando vidas diariamente.

“A história de Catanduva não é escrita apenas em papel. Ela é esculpida no cuidado, na saúde e na esperança que a Fundação Padre Albino oferece há um século a cada cidadão que bate à sua porta. Monsenhor Albino não deixou apenas prédios e hospitais; deixou um testamento vivo de que a caridade, quando unida à competência, é capaz de vencer o tempo e as dificuldades”, destaca o presidente da Câmara.

A sessão também será um reconhecimento público aos mais de dois mil colaboradores que, diariamente, ajudam a manter viva a missão iniciada por Padre Albino. Profissionais da saúde, educação, assistência social e administração serão homenageados pelo compromisso com uma obra que se tornou referência regional.

“A homenagem é o abraço da cidade inteira a uma instituição que é patrimônio sagrado da nossa comunidade. É também uma forma de dizer obrigado a todos aqueles que mantêm vivo o sonho e a obra de Monsenhor Albino Alves da Cunha e Silva”, frisou Marcos Crippa.

A trajetória da Fundação teve origem no ideal de um homem que enxergava na solidariedade uma ferramenta de transformação social. Preocupado com os mais necessitados, especialmente os doentes e as famílias sem acesso à assistência adequada, Padre Albino mobilizou a população de Catanduva em torno de um projeto que ultrapassaria gerações.

Sua primeira grande realização foi a construção da Santa Casa de Misericórdia, atualmente Hospital Padre Albino. Visionário, percebeu que a qualidade da assistência médica dependia também da formação de profissionais. Foi dessa convicção que nasceu o projeto de implantação de uma faculdade de Medicina, iniciativa que exigiu a reorganização da entidade mantenedora e culminou na criação da Fundação Padre Albino.

Constituída oficialmente em 27 de março de 1968, a Fundação realizou sua primeira reunião dois dias depois, dando início a uma nova etapa de expansão e fortalecimento institucional. Mesmo após a morte de seu fundador, em 19 de setembro de 1973, a obra continuou crescendo por meio do trabalho dos Conselhos de Curadores e de milhares de pessoas que abraçaram a missão deixada pelo religioso.

Nascido em 21 de setembro de 1882, na aldeia de Codeçoso, em Portugal, Albino Alves da Cunha e Silva chegou ao Brasil em 1912. Após atuar em diversas cidades paulistas, estabeleceu-se definitivamente em Catanduva em 28 de abril de 1918. Foi aqui que dedicou os últimos 55 anos de sua vida à construção de um legado que hoje beneficia milhares de pessoas.

Atualmente, as unidades mantidas pela Fundação Padre Albino realizam cerca de 14 mil internações e 6,8 mil cirurgias por ano. Os 281 leitos destinados ao Sistema Único de Saúde representam um compromisso permanente com a dignidade humana e com o atendimento daqueles que mais precisam.

Para Marcos Crippa, os números demonstram a grandiosidade da instituição, mas não conseguem mensurar o impacto humano produzido ao longo de sua história.

“Cada internação representa uma vida acolhida. Cada cirurgia representa esperança renovada. Cada atendimento realizado é uma demonstração de que a obra iniciada por Padre Albino continua viva e cumprindo sua missão”, afirma.

Ao celebrar os 100 anos da Fundação Padre Albino, a Câmara Municipal presta tributo não apenas ao passado, mas também ao futuro de uma instituição que permanece essencial para o desenvolvimento social, educacional e da saúde em Catanduva e toda a região.

“O Legislativo e a Fundação caminharão juntos pelos próximos cem anos, porque fortalecer esta obra é garantir o futuro dos nossos filhos e netos. Celebrar a Fundação Padre Albino é celebrar o que há de melhor em nossa cidade: a capacidade de cuidar das pessoas e transformar vidas”, conclui o presidente da Câmara de Catanduva.

Fonte: COMUNICAÇÃO SOCIAL / Câmara de Catanduva

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