Equipes da Secretaria de Assistência Social têm enfrentado recusas de moradores de rua para adesão ao isolamento. A Prefeitura de Catanduva oferta esse tipo de atendimento na Casa de Passagem. A medida é preventiva à propagação do novo vírus, mas a maioria do público-alvo não aceitou cumprir as regras de confinamento.

A adesão que era entre 8 e 10 pessoas, no início da quarentena, hoje está praticamente zerada. Apenas duas pessoas permanecem em isolamento.

Mesmo assim, a casa continua preparada a receber os interessados. O ambiente, utensílios e roupas de cama e banho são rigorosamente higienizados. Dentre as atividades, os frequentadores participam de oficina de artesanato.

A explicação para as recusas é que boa parte desses moradores é dependente químico e procura refúgio em becos para usar droga. Tem ainda os que sofrem de transtornos mentais e não aceitam o confinamento.

A Secretaria de Assistência Social tenta reverter essa situação por meio de conscientização. As equipes insistem e tentam convencer os moradores de rua a aceitar o isolamento. São feitas abordagens para alertar sobre a importância de ficar confinado, nesse momento, devido à pandemia.

Quem opta em ficar nas ruas, tem acolhimento garantido pelo Centro Pop. O fluxo neste serviço é contínuo, já que o acesso é livre. No espaço, os frequentadores têm café da manhã, tomam banho, recebem kits de higiene e participam de oficinas de artesanato, além de poder utilizar a lavanderia e guardar pertences.

De acordo com acompanhamento, a maioria dos moradores em situação de rua que vive em Catanduva é cadastrada em programas sociais, por se enquadrar no quesito de alta vulnerabilidade e está recebendo auxílio emergencial do Governo Federal.

Imagem: Divulgação/Semas

Fonte: Prefeitura de Catanduva

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