O advogado de defesa do idoso de 70 anos, suspeito de espirrar líquido de ácido no rosto da ex-faxineira, afirmou que o cliente usou detergente para se defender da mulher.
O caso ocorreu na última segunda-feira (19), no bairro Vila Santo Antonio, em Catanduva (SP). A confusão foi registrada por uma moradora.
Nas imagens, é possível ver o momento em Luiz Sérgio Artico, com um pedaço de madeira em uma mão e uma garrafa de plástico na outra, se aproxima de Francieli Priscila Correa Froelich e espirra o líquido no rosto dela.
A mulher derruba uma barra de ferro no chão e vai para o meio da rua. O idoso em seguida vai atrás dela e fala que ela "nunca mais vai usar produto de beleza".
Depois do ocorrido, o marido de Francieli procurou a delegacia de Catanduva para registrar boletim de ocorrência. Ele relatou à polícia que a mulher teve o rosto atingido por ácido muriático após sofrer ameaças e ser demitida pelo idoso.
Porém, o advogado de defesa de Luiz rebate todas as acusações feitas por Francieli e afirma que a mulher contou somente a parte que lhe era conveniente.
“A mulher ameaçou meu cliente diversas vezes por telefone, foi à casa dele para quebrar uma janela, voltou, conseguiu encontrá-lo e o agrediu. Meu cliente tentou se defender da maneira que conseguiu. Não foi certo. Ele não jogou ácido muriático, mas, sim detergente”, afirmou Marcus Vinicius Vieira.
De acordo com o advogado, Francieli trabalhava havia três anos na casa de Luiz. Ela frequentava o imóvel do idoso somente uma vez por semana.
“A mulher estava muito mal emocionalmente e espiritualmente. Meu cliente, então, levou o nome dela em uma casa espírita para ajudá-la. Só que a mulher é evangélica e não gostou. Ela achou que o nome dela tinha sido levado para a macumba e ficou enlouquecida com isso”, disse.
Marcus Vinicius diz que Francieli começou a ir na casa do idoso para tirar satisfações e chegou a quebrar uma janela após não encontrá-lo. O episódio foi antes de Luiz ser gravado espirrando o líquido no rosto da ex-funcionária.
“Ela retornou para a casa do idoso, munida com uma barra de ferro. Tenho vídeo de uma pessoa jogando meu cliente no chão, e a mulher chutando o rosto dele várias vezes. Ela foi para agredi-lo. Vamos comprovar o que realmente aconteceu”, afirmou o advogado.
Versão da mulher
Francieli, no entanto, conta que trabalhava na casa do idoso como faxineira havia quatro anos. Ela também cuidava e fazia comida para o ex-patrão.
“Eu conheço o idoso há mais de 10 anos. Ele convivia muito com a minha família. A gente já tinha até viajado junto. Eu o tratava como um pai”, afirmou.
Sobre o que teria desencadeado a briga, a faxineira disse que na semana retrasada, enquanto estava na casa do idoso, acabou tropeçando em um balde com produto que o homem preparava para vender.
“Ele ficou bravo. Vim embora para minha casa. Em seguida, fiquei doente durante uma semana e não fui trabalhar. No outro domingo, liguei para comunicar que não iria mais trabalhar”, contou.
Francieli afirmou que ela e o homem discutiram durante a ligação. Em seguida, trocaram insultos por motivos pessoais.
“Na segunda-feira, liguei novamente, porque o idoso tinha comprado uma cama e precisava vir buscar. Ele começou a me ofender e a dizer que estupraria meu filho e o jogaria no mato”, contou a mulher.
A faxineira ainda relatou que perdeu a cabeça com as ameaças e resolveu ir até a porta da casa do ex-patrão para tirar satisfações.
“Foi quando o idoso me jogou o ácido muriático. Não deu tempo de discutir. Ele já saiu com um pedaço de pau e uma garrafa com o produto. Pensei que era cloro”, disse.
Depois de ser socorrida e receber atendimento médico, o marido e o filho de Francieli foram à delegacia para registrar boletim de ocorrência por ameaça e lesão corporal.
Fonte: G1 Rio Preto

