Moradores de Catanduva (SP) estão preocupados e inseguros com a aparição cada vez mais frequente de escorpiões. Segundo a prefeitura, 49 acidentes envolvendo o animal peçonhento foram registrados desde o início do ano, sendo 20 deles no bairro Gabriel Hernandes.

"No mínimo, vai encontrar cinco ou seis escorpiões por dia. Parece brincadeira, mas é isso. Eu desço para trabalhar à noite, subo novamente e já consigo vê-los andando", diz a costureira Lucélia Pereira, que mora bairro Gabriel Hernandes.

Como já foi picada por um escorpião e precisou ficar internada no Hospital Padre Albino de Catanduva, Lucélia adaptou a rotina dentro da própria casa para não ser vítima mais uma vez.

"Batemos as almofadas, lençol, sofá, tudo antes de usar. Temos que fazer isso sempre antes de deitar. Eles sobem pelas paredes e descem até pelo furo do meu ventilador de teto", conta.

Na casa da enfermeira Edna Souza, os escorpiões também têm aparecido frequentemente e, assim como Lucélia, ela também já foi picada pelo animal peçonhento.

"Eu, pelo menos, fiquei nove horas com dores [depois de ser picada]. A gente chega, não pode pisar descalço no tapete, porque você não sabe onde os escorpiões vão estar. Não pode sentar à vontade na cama ou no sofá, porque você pode ser surpreendida por um escorpião", relata.

Equipes da Prefeitura de Catanduva realizaram um mutirão de limpeza no bairro Gabriel Hernandes e encontraram 50 escorpiões somente em um único dia de trabalho.

"Fizemos um trabalho de aproximação e também de conscientização para a manutenção dos serviços feitos seja feita no bairro", afirma o gerenciador de Habitação de Catanduva, Victor Daltin.

De acordo com o médico toxicologista Carlos Caldeira, a picada do escorpião amarelo, comumente encontrado em imóveis, pode trazer risco. Por isso, os moradores precisam procurar atendimento.

"Quando [o paciente] fica só com a dor localizada, é considerado um quadro leve, mas crianças abaixo de 10 anos precisam ficar observação em um local que tenha soro antiescorpiônico. Quando, além da dor local, [o paciente] começa a ter outras manifestações, principalmente náusea e sudorese, sempre tem que tomar o soro", explica.

Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba

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