Café Canephora avança no campo e amplia oportunidades para produtores paulista (Crédito: Divulgação)

O avanço do cultivo de café Canephora em São Paulo ganha um novo capítulo no próximo dia 1º de julho, quando produtores rurais, pesquisadores e técnicos participam de um dia de campo voltado à colheita e ao pós-colheita da cultura. A programação será realizada no Sítio Santa Olga, em Catanduva, e integra as ações do Programa Coffea Canephora SP, iniciativa do Governo do Estado que busca fortalecer a produção de cafés robusta e conilon em diferentes regiões paulistas. A Indústrias Colombo, por meio da MIAC, participa do projeto apoiando ações de pesquisa, capacitação e mecanização da cultura.

Durante o encontro serão realizadas palestras sobre colheita e pós-colheita do café Canephora, além de demonstrações práticas de máquinas utilizadas nas operações de campo. A programação é promovida pela CATI Regional de Catanduva, em parceria com a Prefeitura de Catanduva, e reúne produtores, técnicos, pesquisadores e empresas ligadas ao desenvolvimento da cafeicultura paulista.

Nesse contexto, a Indústrias Colombo tem participado das ações de incentivo à cultura, apoiando atividades técnicas, dias de campo, seminários e ações que aproximam pesquisa, produtores e novas tecnologias. A empresa também irá disponibilizar, em regime de comodato, uma colhedora Master Grãos CR para a APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) Regional de Adamantina, unidade responsável por pesquisas e validações da cultura no Estado.

O apoio também contempla o subsídio à logística de visitas técnicas e ações de capacitação voltadas aos profissionais envolvidos no programa, ampliando o intercâmbio de conhecimento entre regiões produtoras, centros de pesquisa e propriedades que desenvolvem a cultura. Nesse percurso estão incluídas experiências no Espírito Santo, principal produtor nacional de café Canephora, além da participação da empresa em eventos realizados em áreas paulistas que buscam ampliar o cultivo da espécie, como o Vale do Ribeira e a região de Catanduva.

"O café Canephora vem demonstrando potencial para ampliar as alternativas de renda dos produtores em diferentes regiões de São Paulo. Nosso objetivo é contribuir para que essa expansão ocorra com acesso à informação, tecnologia, mecanização e mercado, considerando também a presença de importantes torrefadoras e indústrias cafeeiras no estado. A aproximação entre produção, pesquisa e indústria pode fortalecer a cadeia e criar novas oportunidades para os agricultores", afirma Luiz Vizeu, gerente de Relações Institucionais da Indústrias Colombo.

Expansão também alcança o Vale do Paraíba

As ações de incentivo ao plantio de café Canephora também vêm avançando na região de São José dos Campos e Vale do Paraíba. Recentemente, a Secretaria de Agricultura promoveu o evento Cafés SP, voltado à reativação da cafeicultura regional com foco no cultivo de Canephora.

A espécie representa cerca de 40% da produção mundial de café e vem registrando crescimento da demanda, principalmente nos mercados de café solúvel e de blends. No Brasil, a produção está concentrada nos estados do Espírito Santo, Rondônia e Bahia. Em São Paulo, pesquisas conduzidas pela APTA Regional de Adamantina indicam potencial para expansão da cultura, especialmente em regiões de clima mais quente.

"O trabalho desenvolvido reúne pesquisa, assistência técnica, produtores e empresas em torno de um objetivo comum, que é criar condições para o desenvolvimento sustentável dessa cadeia produtiva em São Paulo. A Colombo tem buscado contribuir com conhecimento, demonstrações de campo e apoio às iniciativas que estimulam a adoção da cultura", destaca Rodolfo Juliano de Souza, gerente de Relações Institucionais da Indústrias Colombo.

Além do apoio institucional, a empresa participa de seminários, dias de campo e apresentações técnicas sobre mecanização da colheita, contribuindo para a disseminação de soluções voltadas à produtividade e à viabilidade econômica da atividade. A expectativa é que a expansão do cultivo de café Canephora abra novas oportunidades para pequenos e médios produtores, inclusive por meio da agregação de valor à produção com o desenvolvimento de marcas próprias de cafés gourmet, além de contribuir para o desenvolvimento regional em diferentes áreas do estado.

Fonte: Casa da Comunicação Franca

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