A fumaça das queimadas, que tem tomado conta da paisagem da nossa região, somada à baixa umidade relativa do ar e as altas temperaturas, aumentou consideravelmente a ocorrência de doenças oculares. O alerta é da médica Dra. Thaís Shiota Tanaka Chela, oftalmologista do Hospital do Olho de Rio Preto – HORP.

De acordo com a oftalmologista, o clima seco, comum nesse período do ano, resulta na menor lubrificação dos olhos, o que normalmente já gera um aumento significativo no número de pacientes que chegam aos consultórios com alergias oculares e sintomas da síndrome do olho seco, que são coceira, olhos vermelhos, lacrimejamento, queimação, fotofobia e visão borrada. 

Com o agravante dos poluentes e a fuligem emitidos pelas queimadas, as ocorrências de doenças oculares se intensificam. “A combinação de tempo seco e fumaça de queimadas, deixa os olhos mais suscetíveis a doenças como conjuntivite tóxica, ceratites, infecções e processos alérgicos que podem até levar a cegueira” alerta a especialista.

Geralmente, os mais afetados são os idosos, usuários de lentes de contato, pessoas quem trabalha em frente ao computador e aquelas que trabalham ao ar livre, ficando mais expostas aos poluentes.

A médica ressalta que os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas, de forma geral, os principais são:  irritação, sensação de areia nos olhos, secreção, vermelhidão, lacrimejamento excessivo, inchaço das pálpebras e ardência.

Para reduzir as consequências do clima seco e a poluição das queimadas, medidas simples podem atenuar os efeitos adversos nos olhos. A oftalmologista recomenda beber bastante água para manter o corpo hidratado, arejar bem os ambientes abrindo janelas e usar um umidificador de ar, evitar coçar os olhos e procurar um especialista para que seja feita a prescrição correta de um colírio lubrificante ocular.

 

Sobre o HORP

Criado por um grupo de oftalmologistas, em 1980, o HORP oferece prevenção, diagnóstico e tratamento ocular à população de São José do Rio Preto/SP e região. Deste então, mais de 300 mil pacientes, de 3.200 cidades espalhadas pelo Brasil e pela América Latina, já receberam os cuidados e a atenção da equipe médica e dos colaboradores do hospital.

O HORP conta hoje com mais de 20 médicos oftalmologistas em várias áreas: catarata, córnea, estrabismo, glaucoma, lentes de contato, oftalmologia geral, oftalmopediatria, plástica ocular, refrativa e retina e vítreo.

Fonte: Venusca Borghi

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