Uma jovem, de 25 anos, foi encontrada com um tiro no rosto na residência do ex-namorado, que é policial civil, na noite de segunda-feira (29) no bairro Bosque das Laranjeiras em Catanduva (SP). O caso foi registrado como morte suspeita, mas a Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do disparo.
De acordo com o boletim de ocorrência, Letícia Camolez D'Assumpção foi até a residência do ex para conversar com ele, quando pegou uma arma que estava sobre a mesa e atirou contra o próprio rosto.
A investigação apontou que Letícia e o policial tiveram um relacionamento entre 2024 e maio deste ano, marcado por términos e reconciliações. Na noite da ocorrência, ela teria ido até a casa dele para conversar.
O policial relatou, em depoimento, que os dois conversavam quando ele foi ao banheiro. Segundo a versão dele, durante esse intervalo, a jovem pegou a pistola que estava sobre uma mesa da cozinha.
Ele afirmou aos investigadores que encontrou a ex-namorada caída na cozinha, com um ferimento na cabeça, e retirou a pistola da mão dela antes de pedir ajuda aos vizinhos, que acionaram o resgate.
Consta no registro policial que a análise preliminar da perícia no local não encontrou elementos que justificassem a prisão em flagrante do policial, mas novas diligências e laudos periciais ainda devem ser produzidos.
Hipótese de suicídio
Ainda de acordo com o boletim, o perito responsável informou que a cena encontrada apresentava características consideradas compatíveis com a hipótese de suicídio.
Entre os elementos citados estão a posição do corpo, a localização da arma, a trajetória do disparo e a ausência, em um primeiro exame, de sinais aparentes de luta corporal ou ferimentos de defesa.
Os investigadores apreenderam a arma, os celulares da vítima e do policial e solicitaram exames necroscópico e toxicológico, além da perícia nos aparelhos eletrônicos.
A mãe da vítima declarou à polícia que não teve conhecimento de agressões físicas, violência doméstica ou ameaças envolvendo o relacionamento da filha com o policial.
A jovem também teria deixado uma carta de despedida para a família e organizado as contas bancárias para deixar o dinheiro para os pais. A informação ainda será analisada durante o inquérito.
A Polícia Civil ressaltou que as conclusões são preliminares e o caso segue sob investigação, conduzida pelo 2º Distrito Policial de Catanduva, por meio de inquérito policial instaurado. A Corregedoria também instaurou procedimento para acompanhar o caso e apurar a conduta do policial.
Fonte: G1 RioPreto
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