A Polícia Civil de Catanduva investiga se uma dívida de R$ 15 mil relacionada ao mercado informal de canetas emagrecedoras motivou o assassinato de Luana Cristina Boldrim, de 29 anos. A vítima foi encontrada morta, amordaçada, com as mãos amarradas e com sinais de tortura dentro do porta-malas de seu próprio carro. Três homens suspeitos de envolvimento no crime foram presos em flagrante.
Segundo informações fornecidas pela Polícia Militar e depoimentos dos próprios suspeitos, a desavença começou devido a um desacordo financeiro. Luana atuava como revendedora de medicamentos, incluindo a substância Mounjaro, que eram fornecidos por um dos investigados. Os repasses do dinheiro deveriam ocorrer semanalmente, mas a vítima estava há cerca de duas semanas sem efetuar os pagamentos. A mãe de Luana confirmou que um dos homens havia ido até a residência da família dias antes para cobrar o valor de R$ 15 mil.
Em seus relatos, os suspeitos alegaram que o plano inicial era apenas intimidar a mulher para que ela quitasse o débito. No entanto, a situação saiu do controle: Luana foi retirada à força de sua casa, imobilizada e trancada no porta-malas do veículo, onde acabou falecendo.
O delegado responsável pelo caso, Gustavo Satto, informou que a motivação financeira é uma forte linha de investigação, mas que os fatos ainda estão sendo apurados com cautela. O caso é tratado como homicídio qualificado. A polícia busca esclarecer em detalhes a participação de cada um dos presos e solicitou a quebra do sigilo telefônico dos suspeitos para auxiliar nas investigações.
Fonte: Diário da Região
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