A dengue avança pelo Brasil neste início de ano, e os números mostram que a situação mais crítica está concentrada na região Sudeste, especialmente no estado de São Paulo. Diante desse cenário, o governador Tarcísio de Freitas assinou o Decreto nº 69.359, de 19 de fevereiro de 2025, que declara situação de emergência em saúde pública no estado devido à epidemia de dengue. A medida permite ao estado a adoção de ações emergenciais, como aquisição de insumos, contratação de serviços e ampliação da assistência aos pacientes. Além disso, facilita o acesso a recursos federais e estaduais para enfrentamento da doença.
Em paralelo, a Secretaria Municipal de Saúde de Catanduva publicou a Resolução SMS nº 01/2025, que declara estado de epidemia de dengue no município. No entanto, importante ressaltar que essa medida não é um decreto de emergência em saúde, ao contrário do que foi feito em várias cidades. Isso porque Catanduva já segue um plano de contingência estabelecido anteriormente. A declaração formaliza a situação epidêmica e pode auxiliar na obtenção de recursos adicionais.

Cenário da dengue: Brasil, sudeste, São Paulo, região, e Catanduva
O levantamento epidemiológico revela o avanço da dengue em diferentes escalas:

Brasil
Casos confirmados: 106.267
Incidência: 50 casos por 100 mil habitantes

Região Sudeste
Casos confirmados: 83.597
Incidência: 94,34 casos por 100 mil habitantes.

Estado de São Paulo
Casos confirmados: 73.609
Incidência: 171,04 casos por 100 mil habitantes.

Regional de São José do Rio Preto (20 municípios no entorno)
Casos confirmados: 19.589
Incidência: 2.559,01 casos por 100 mil habitantes.

Regional de José Bonifácio (11 municípios)
Casos confirmados: 1.559
Incidência: 1.537,07 casos por 100 mil habitantes.

Regional de Votuporanga (17 municípios)
Casos confirmados: 3.412
Incidência: 1.722,96 casos por 100 mil habitantes.

Regional de Catanduva (19 municípios)
Casos confirmados: 2.721
Incidência: 911,92 casos por 100 mil habitantes.

Considerando ainda esses números da micro região de Catanduva, 16 municípios enfrentam epidemia. O que tem maior incidência apresenta 2.789,37 casos por 100 mil habitantes. No relatório atualizado do governo estadual, Catanduva aparece com 816 casos confirmados, o que corresponde a 704,72 casos por 100 mil habitantes. No ranking da macro região (GVE Rio Preto), que engloba a soma de todas essas regionais citadas acima (totalizando 67 municípios), Catanduva está na posição 49, ou seja, 48 municípios tem incidência maior de dengue.

Reforço nas ações de combate e atendimento
Diante da evolução do quadro epidemiológico, a Prefeitura de Catanduva reforçou suas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e de assistência à população. Entre as principais medidas, destacam-se:

Ampliação da nebulização (UBV) em áreas de maior incidência.
Mutirões de limpeza e eliminação de criadouros.
Reforço no atendimento médico nas unidades básicas de saúde e na UPA.
Funcionamento da Unidade de Hidratação, especializada para pacientes com dengue.
Monitoramento diário de casos.
Campanhas educativas para conscientização da população.
Aquisição de insumos e medicamentos para garantir o tratamento adequado dos pacientes.

Mais uma medida que está em estudo pela Secretaria Municipal de Saúde é a contratação de mais 15 pessoas para aplicação de veneno costal, de casa em casa.

Catanduva mantém plano de contingência e não precisa de decreto emergencial
Diferente de outros municípios que enfrentam dificuldades na estruturação do atendimento, Catanduva já havia implementado um plano de contingência desde o ano passado. Isso permitiu a organização prévia da rede de saúde, sem necessidade de um decreto emergencial para aquisição de medicamentos, insumos ou montagem de unidades de hidratação de última hora. A cidade segue atuando com estratégia, garantindo suporte à população sem a necessidade de medidas emergenciais.
Catanduva já recebeu 3.000 estações disseminadoras de larvicida (EDLs), conhecidas como armadilhas do Aedes, e elas já estão sendo instaladas pela cidade. Estudos da Fiocruz apontam para uma redução de até 30% no número de mosquitos com o uso das EDLs. Essa é mais uma ferramenta importante, mas não resolve sozinha, e sim se soma às demais ações de combate. O equipamento, fruto de uma parceria com a Fiocruz e o Ministério da Saúde, equipamento, fruto de uma parceria com a Fiocruz e o Ministério da Saúde, coloca Catanduva entre as poucas cidades do estado a contar com essa tecnologia, ao lado de São José do Rio Preto e Votuporanga.

Prevenção e participação da população são essenciais
Mesmo com todas as ações implementadas pelo poder público, o sucesso no combate à dengue depende diretamente do envolvimento da população. Pequenos cuidados diários, como eliminar água parada, permitir a entrada dos agentes de saúde e seguir as orientações das autoridades sanitárias, fazem a diferença para evitar o aumento dos casos.
O combate à dengue é uma responsabilidade coletiva. A prevenção continua sendo a melhor estratégia para evitar o avanço da doença e proteger a saúde de toda a população.

Fonte: Prefeitura de Catanduva

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