O Hospital Unimed São Domingos iniciou no dia 21 de agosto, o protocolo de atendimento para pacientes com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O objetivo deste protocolo é contribuir na adequação da rotina hospitalar para melhor receber o paciente e seus responsáveis, além de agilizar o atendimento do portador de TEA na unidade de pronto atendimento do hospital.

O protocolo tem início logo na chegada. Através do totem, o paciente recebe a senha com a identificação TEA e tem atendimento prioritário. Já na triagem, a equipe de enfermagem aplica o questionário e oferece ao paciente o cordão alusivo ao autismo, que fica a critério do paciente o seu uso ou não.

O cadastro é realizado na recepção e, internamente, o paciente será identificado nos painéis digitais com o símbolo do autismo ao lado do seu nome para que toda a equipe multidisciplinar o identifique, e seu atendimento siga de forma prioritária até a alta médica. O cordão alusivo pode ser levado embora, caso o paciente opte por levar.

Em Catanduva, o Grupo de Mães do TEAPOIO com base na Lei Romeo Mion – n°13.977/2020, conquistou a implementação da CIPTEA (Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista). A carteirinha assegura atendimento prioritário; atenção integral e acesso aos serviços públicos e privados, principalmente nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social.

Os sinais de impactos no neurodesenvolvimento da criança podem ser percebidos nos primeiros meses de vida, com o diagnóstico estabelecido por volta dos 2 a 3 anos de idade, porém, alguns pais só percebem os sintomas quando a criança começa a frequentar a escola.


Diversos sinais permitem identificar uma criança com espectro autista:

  • dificuldade em se relacionar com outras pessoas;
  • tendência de a criança brincar sozinha;
  • modo peculiar de brincar (enfileirar, agrupar, arremessar);
  • padrões repetitivos de comportamentos e interesses, ou atividades restritas;
  • movimentos repetitivos ou estereotipados, como balançar as mãos e/ou o corpo;
  • pouco ou nenhum contato visual;
  • incômodo com sons altos;
  • alguma restrição alimentar;
  • dificuldade para se comunicar;
  • ecolalias (falas repetidas e sem função comunicativa);
  • alteração do sono.

Esses sintomas devem estar presentes em fase precoce da infância. Mas eles também podem aparecer aos poucos, em ordem ou sequência incompleta, levando progressivamente a problemas nas demandas sociais. Em alguns casos, o diagnóstico acontece somente na vida adulta, devido aos diferentes níveis do espectro. Por vezes, também pode ser confundido com outros diagnósticos.

A Unimed Catanduva e o Hospital Unimed São Domingos unem forças para que, diariamente, todos os seus pacientes sintam-se acolhidos e seguros. Promover a inclusão é combater o capacitismo e qualquer discriminação sofrida especificamente por pessoas com deficiência. Juntos, seguimos cuidando de pessoas e transformando histórias.

Fonte: Unimed Catanduva

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