Por conta do paladar infantil, as crianças costumam não aceitar muitas comidas. Frutas e legumes são as mais rejeitadas. Com as opções de alimentos saudáveis esgotando, os pais ficam preocupados com a saúde dos filhos, que ficarão mais propensos a doenças. Mas como estimular novos hábitos alimentares? André Nascimento, nutricionista e professor do curso de Nutrição do UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, dá algumas dicas sobre como enriquecer o cardápio e os riscos que uma alimentação pobre traz para os pequenos.
Para o paladar se tornar mais amplo, é importante oferecer alimentos in natura e deixá-los em locais visíveis para estimular o consumo. "Se a criança não aceitar, procure preparar a comida de outra forma, com cortes diferentes, e tente novamente. Nunca desista após a primeira tentativa, mas também não force ela a comer mais do que aguenta. Outra opção é criar pratos lúdicos e convidar o filho para ajudar na organização do prato", explica o nutricionista.
"Os adultos devem ser um exemplo e suas refeições também precisam ser saudáveis. Ver os mais velhos comendo algo pode gerar um interesse por parte da criança e há a possibilidade dela pedir para experimentar a comida. É importante reforçar que distrações, brigas e castigos na hora de comer tornam a experiência negativa e dificulta todo o processo", adiciona André.
Alimentos industrializados, como biscoitos recheados, refrigerantes e salgadinhos, e o excesso de açúcar são grandes problemas durante a infância. Eles não oferecem os nutrientes necessários e prejudicam a saúde das crianças, sendo necessário evitar o consumo recorrente.
"Para ter um ótimo desenvolvimento físico e mental, as crianças devem se alimentar bem. Caso contrário, problemas de concentração, crescimento e saúde podem surgir ao longo da sua vida. Diabetes, hipertensão e hipertrigliceridemia são alguns exemplos. Portanto, ao notar rejeições constantes em relação às comidas oferecidas, é interessante procurar um profissional para ele realizar uma avaliação nutricional infantil", finaliza André.
Fonte: Imprensa - UNINASSAU

