Histórico familiar ou outros transtornos de controle de impulso são considerados riscos que podem gerar a cleptomania. Ela acarreta mais mulheres e faz com que as pessoas que a desenvolvem façam pequenos furtos, geralmente, levando objetos de pouco valor, que podem ser retirados das casas de amigos e familiares ou lojas.
Segundo a professora do curso de Psicologia da UNINASSAU -- Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Caxangá, Larissa Oliveira, existem uma incapacidade dessas pessoas de resistir ao impulso. "Existem alguns sinais que ajudam a identificar quem sofre com a cleptomania, por exemplo, acúmulo de objetos, forte tensão e ansiedade quando vem o desejo, dificuldade de resistir, sensação de medo, receio, culpa e ainda isolamento das pessoas que gosta, por causa do comportamento e a incapacidade de controle", comenta.
As consequências para quem sofre dessa doença são muitas, como a perda do emprego, problemas com a lei, multas financeiras e até o distanciamento das pessoas. "Como toda doença mental, existe muito estigma. E isso pode dificultar até a aceitação e a procura por um tratamento", informa a psicóloga.
Segundo Larissa, não existe cura, mas melhora dos sintomas com o tratamento adequado, que envolve psicoterapia com um profissional da área de psicologia e o uso de medicamentos, como ansiolíticos e antidepressivos, que devem ser prescritos por um médico psiquiatra. "É sempre importante buscar ajuda, porque, se a gente tem um problema no corpo físico, sempre vamos em busca de uma solução. Cuidar da mente precisa ser da mesma forma", finaliza.
Fonte: Imprensa - UNINASSAU

