Muitas pessoas associam os roncos ao cansaço do dia a dia, mas ele pode ser um sinal de que o indivíduo está sofrendo da apneia do sono. Esse distúrbio causa diminuição do nível de oxigênio no sangue, aumenta os batimentos cardíacos e a pressão arterial alta, levando a problemas como infarto e derrame cerebral.
Fred Ramos, professor do curso de Medicina do UNINASSAU -- Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, lista os sintomas que indicam o distúrbio. "Além dos roncos, o paciente costuma apresentar engasgos, sufocamento e suspiros. A fadiga e a sonolência durante o dia mostram que a qualidade do sono foi ruim, mesmo achando que dormiu a noite inteira. A doença também leva a dores de cabeça, falta de concentração e depressão. O principal fator de risco é o excesso de peso. Dessa maneira, se há um histórico de roncos e sono que não recupera as energias, orientamos procurar ajuda médica para identificar e tratar", explica.
Outros fatores de risco são rinites, dormir de barriga para cima, aumento da língua, amígdalas e adenoides, tabagismo, alcoolismo e uso de sedativos para dormir. O diagnóstico é feito por meio de um exame chamado polissonografia. "Basicamente, o paciente dorme com um aparelho preso ao corpo. Durante o sono, serão registrados seus batimentos cardíacos, o movimento dos olhos, a respiração, o nível de oxigênio no sangue e a atividade cerebral", afirma Fred.
"Com os resultados, o profissional poderá indicar o melhor tratamento, que exige mudança alimentar para perda de peso e parar com o consumo de álcool, sedativos e tabagismo. Dependendo da gravidade, o paciente pode necessitar de sessões de fonoaudiologia, aparelhos ortodônticos, para quem tem mandíbulas curtas, ou do CPAP. Este último é uma máscara que, geralmente, cobre o nariz, soprando ar para abrir as vias respiratórias", finaliza.
Fonte: Imprensa - UNINASSAU

