Ao longo do ano acontecem diversas ações de conscientização e combate a doenças graves. O próximo é o Julho Amarelo, campanha criada em 2019 e traz o tema das hepatites. Esse é o nome dado à inflamação do fígado, uma condição que pode ter diversas causas, desde bacteriais, virais, excesso de bebidas ou uso de drogas. Entre esse conjunto de doenças, as causadas por vírus são as mais comuns, mesmo com a existência de vacinas contra elas.

As hepatites causadas por vírus são conhecidas por virem acompanhadas de letras no nome. Elas servem para indicar o tipo do agente: Virus A, B, C, D e E, também chamados pelas siglas HAV, HBV, HCV, HDV e HEV. Dados da Sociedade Brasileira de Infectologia mostram que mais de 1,5 milhão de pessoas têm hepatite, porém, apenas 20% dos pacientes têm consciência disso.

A médica infectologista e docente do curso de Medicina da UNINASSAU -- Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Boa Viagem, Alexsandra Costa, explica os tipos do vírus. "No Brasil, é comum ouvirmos falar das Hepatites A, B e C. O tipo A tem transmissão oral, e está ligada a questões de saneamento básico e higiene, já as doenças causadas pelos tipos B e C são hepatites transmitidas pelo contato com fluidos corporais, então há o risco de infecção por via sexual e sanguínea".

A doença nem sempre apresenta sintomas iniciais, mas seu agravamento pode levar a problemas mais sérios, como cirrose e câncer de fígado. Entre as hepatites, a C é a mais mortal no Brasil, correspondendo a 76% dos respectivos óbitos. Segundo Alexsandra, o cuidado com esse tipo deve ser redobrado, pois não existe vacina para ele. "Ao contrário dos tipos A e B, a hepatite C não tem prevenção por meio de vacinas, o que também explica sua alta taxa de mortalidade em relação às outras. É sempre bom estarmos atentos aos sinais de hepatite, mesmo alguns sendo difíceis de identificar porque a doença pode não se 'manifestar', no início. Ainda assim, sintomas incluem febre, dor-abdominal, enjoo, vômitos, urina escura e icterícia, aquele aspecto amarelado nos olhos e na pele", afirma.

As primeiras vacinas para hepatite foram as do tipo B, aprovadas em 1981, nos Estados Unidos. Já a medida para o HAV veio do território europeu, seis anos depois. As duas vacinas são oferecidas gratuitamente pelo SUS e, geralmente, são ministradas ainda na infância. O processo de imunização contra a hepatite A costuma ter duas doses. Para a B, três, e também faz parte do calendário de gestantes. Por serem compostas de amostras de vírus inativos, as vacinas não costumam possuir contraindicações, com exceção de pacientes alérgicos a materiais presentes na fórmula.

O tratamento para hepatite pode variar de acordo com o estágio da doença. Na inflamação mais leve, repouso, beber água e uma boa alimentação já contribuem para que o paciente se cure naturalmente. À medida que o problema avança, pode ser necessário o tratamento medicamentoso e, em fases mais graves (onde já podem estar incluídos os desenvolvimentos de cirroses e câncer), pode ser necessário o transplante do fígado.

Além da prevenção por vacinação, cuidados com a higiene também auxiliam a combater a doença. "Para a Hepatite A, lavar as mãos sempre, desde a ida ao banheiro até a hora de manusear a comida são importantes. O uso e a conscientização da importância de preservativos em relações sexuais se mostraram grandes aliados contra a Hepatite B, além disso, não compartilhar objetos de uso pessoal e materiais esterilizados também contribuem na prevenção desta e da variante C", conclui Alexsandra.

Por Mário Vasconcelos

Fonte: Imprensa - UNINASSAU

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