A Menopausa é comumente conhecida como o período em que ocorre uma queda nos hormônios reprodutivos das mulheres, mas esse conceito está incorreto. A condição, na verdade, é a última menstruação da mulher (em contraste com a Menarca, que é a primeira), e o período pré e pós-menopausa, que costuma durar muitos anos, se chama Climatério. É uma fase inevitável da vida das mulheres e atinge aquelas que estão entre os 45 a 55 anos. Pode ser marcada por diversas mudanças, ou até complicações, manifestadas no corpo, humor e outras funções fisiológicas.
O principal sinal de que houve uma menopausa costuma ser um intervalo de 12 meses desde a última menstruação. Glaucia Fonseca, ginecologista e professora do curso de Medicina da UNINASSAU, explica as causas das mudanças ocorridas durante o período em que ela se aproxima. "À medida em que envelhecemos, os nossos ovários vão entrando em um estado de falência, o que diminui a produção de estrogênio, um hormônio sexual feminino. Como ele está ligado a diversas funções do nosso corpo, sintomas específicos começam a aparecer", explica.
Dezenas de sintomas podem se manifestar durante a pré e pós-menopausa, mas a médica afirma que três são mais característicos. Além da irregularidade menstrual, um dos mais comuns são as ondas de calor, problema conhecido como fogacho, proveniente de alterações hormonais dos receptores de estrogênio no sistema termorregulador do hipotálamo.
"O fogacho é uma sensação súbita de calor, que vai do tórax ao rosto (ou até mesmo em todo o corpo), dura de dois a quatro minutos e pode ser acompanhado de suor e palpitações. É capaz de ocorrer várias vezes por dia, principalmente à noite. Outro sintoma é a secura vaginal, caracterizada por uma menor eficiência na lubrificação, e que pode causar a atrofia da vagina, além de incômodos como coceira e dor", detalha Glaucia.
Além dos sintomas físicos, a mulher pode apresentar distúrbios psicológicos que podem ser muito marcantes nesse período, como é o caso da depressão. Especialistas mostram que quem passa pela menopausa possui 2,5 vezes mais chances de desenvolver a doença. "Vários fatores estão envolvidos aqui, não apenas pela desregulação hormonal, mas porque é um momento em que muitas pessoas precisam lidar com a realidade do envelhecimento. Por isso, é importante o apoio e compreensão dos familiares", conclui a ginecologista.
Medicamentos e outros tratamentos podem ser empregados para atenuar os sintomas que causam incômodo. Por ser um período de diversas mudanças, o acompanhamento de ginecologistas e psicólogos pode ser útil na adaptação, tanto física quanto mental.
Fonte: Mário Vasconcelos - Imprensa - UNINASSAU

