O Hospital Padre Albino realizou no sábado (21 de junho) captação múltipla de órgãos inédita: duas doadoras, atendidas simultaneamente na unidade, tiveram órgãos coletados para transplante, procedimento considerado de grande complexidade logística.

 

As doadoras, duas mulheres de 36 e 57 anos, apresentavam quadros graves de Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico e tiveram morte encefálica confirmada após a realização de todos os protocolos clínicos e exames obrigatórios, na sexta-feira anterior.

 

A possibilidade de doação foi apresentada às famílias pelas equipes da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Padre Albino, que acolheram com empatia e optaram pela doação. Na primeira captação, foi doado o fígado da paciente mais jovem. Já na segunda, foram doados o fígado, as valvas cardíacas e as córneas da doadora de 57 anos — o que pode beneficiar diretamente até cinco pacientes que aguardam na fila de transplantes.

 

O procedimento teve atuação conjunta de equipes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Hospital de Base de São José do Rio Preto e Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

 

 

A articulação entre as instituições foi fundamental para garantir a agilidade e segurança das captações. Carlos Eduardo Mancino Gomes, enfermeiro da CIHDOTT, destacou a importância do gesto. "Esta foi a primeira vez que realizamos a captação dupla de órgãos ao mesmo tempo na unidade, algo que marca um avanço não só logístico, mas também social. Percebemos que as famílias estão mais abertas ao diálogo sobre a doação, o que é extremamente importante diante da grande demanda por órgãos no Brasil".

 

A Fundação Padre Albino, que administra os hospitais Padre Albino e Emílio Carlos, vem reforçando a importância sobre a doação de órgãos através de campanhas de conscientização e incentivando que esse tema seja discutido em casa, com familiares. "O simples ato de dizer "sim" pode transformar destinos e garantir vida a quem mais precisa. Este gesto de generosidade em meio à dor é um ato nobre, que inspira e dá esperança a muitos. Agradecemos profundamente às famílias por permitirem que outras vidas possam ser salvas. Doar órgãos é um legado de amor", complementa o enfermeiro Carlos Eduardo.

 

Foto/Divulgação

 

Fonte: Alan Gazola - Fundação Padre Albino

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