Dra. Camila Borges

Muito além de um gesto de carinho e afeto, o beijo carrega consigo uma série de implicações para a saúde bucal e geral. Em junho, quando os casais celebram o Dia dos Namorados, a reflexão vai além da romantização: especialistas destacam que o contato íntimo da saliva pode ser um canal de transmissão de microrganismos — e que cuidar da boca é essencial para manter esse gesto tão simbólico também saudável.

"A boca é um ambiente quente, úmido e com pouca luminosidade, ideal para a proliferação de bactérias, vírus e fungos. Durante o beijo, ocorre uma troca significativa desses microrganismos, o que pode aumentar o risco de doenças bucais e sistêmicas", alerta a Dra. Camila Borges Fernandes, ortodontista, periodontista e adepta do Protocolo GBT da EMS.

Entre os principais vírus que podem ser transmitidos pelo beijo estão o Herpes Simples Tipo 1 (HSV-1), a mononucleose infecciosa (conhecida como "doença do beijo"), o Citomegalovírus (CMV), além de vírus da gripe e da COVID-19. Já entre as bactérias, destacam-se a Streptococcus mutans, associada à cárie; Neisseria meningitidis, causadora da meningite; e Treponema pallidum, relacionada à sífilis. A candidíase oral (ou sapinho), causada pelo fungo Candida albicans, também pode ser transmitida dessa forma.

Para além do beijo ocasional, relacionamentos duradouros também podem influenciar a saúde bucal mútua. "A condição bucal de um parceiro afeta diretamente a do outro. Se um não mantém a higiene adequada, o outro pode acabar exposto a patógenos que desequilibram a microbiota oral", explica a especialista.

Biofilme: o vilão invisível

Grande parte dos problemas de saúde bucal tem início no acúmulo de biofilme — a conhecida placa bacteriana. Invisível a olho nu, essa camada pegajosa se forma constantemente nos dentes, língua e gengiva, e, se não for removida adequadamente, pode desencadear doenças como cárie, gengivite, halitose e até infecções mais graves.

A Dra. Camila explica que, além dos cuidados diários como escovação e uso de fio dental, a profilaxia profissional, conhecida como "limpeza dental", é essencial para a remoção completa do biofilme. "Esse procedimento, realizado no consultório, atinge áreas de difícil acesso, promove uma limpeza profunda, reduz o risco de doenças e melhora o hálito, proporcionando ainda uma superfície dental mais lisa e fácil de manter", diz.

Tecnologia que transforma o cuidado

A evolução da odontologia trouxe novas alternativas para quem busca uma experiência mais eficiente e confortável. Um exemplo é o Protocolo GBT (Guided Biofilm Therapy), adotado por clínicas certificadas no Brasil. Desenvolvido com base em evidências científicas, ele substitui a tradicional raspagem com curetas por uma tecnologia menos invasiva, com jato de ar, água morna e pó ultrafino de eritritol, que possui ação anticariogênica.

"A GBT é uma abordagem que oferece maior precisão na remoção do biofilme, sem causar dor ou desconforto ao paciente. É mais eficaz, preserva o esmalte dental e os tecidos gengivais, além de contribuir para a prevenção de doenças bucais e até sistêmicas", destaca a Dra. Camila.

Com uma rotina de higiene bucal bem estabelecida e visitas regulares ao dentista, é possível reduzir significativamente os riscos de transmissão de doenças — e garantir que o beijo continue sendo apenas sinônimo de prazer e bem-estar.

Sobre a EMS

Fundada em 1981, a EMS, Electro Medical System, é uma empresa suíça de dispositivos médicos que atua em três áreas da saúde: Dental, Terapia da Dor e Urologia, com equipamentos de última geração e tecnologia moderna. A EMS está fundamentada em 3 pilares importantes: a tecnologia de qualidade e precisão suiças, a evidência clínica comprovada sobre a eficácia de seus métodos e produtos e plataformas de educação de primeiro nível.

Para mais informações, acessar as clínicas certificadas através do GBT Finder e mais detalhes no GBT Passo a Passo.

Sobre a Dra. Camila Borges Fernandes (CRO-SP 80.795)
Dra. Camila Borges Fernandes é ortodontista e periodontista, com consultório em São José dos Campos. Graduada em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia, possui especializações em Periodontia pela UNICAMP e em Ortodontia pela Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas. Com mestrado e doutorado em Odontologia pela Universidade de Taubaté, Dra. Camila também é professora na Universidade do Vale Paraibano (UniVap) e Speaker da EMS. 

Fonte: KR2 Comunicação

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