Estudantes de Irapuã (SP) construíram um drone que ajudou a semear uma área rural notificada por falta de preservação ambiental.

O projeto foi idealizado em junho deste ano por alunos do 2º ano do ensino médio da Escola Estadual Desolina Betti Gregorin e plantou mais de 200 árvores no local.

Para isso, o grupo reuniu o aprendizado das aulas de biologia. Para a criação do drone, as aulas de robótica, da disciplina de física, foram agregadas ao projeto.

"Foi um processo longo. O primeiro drone que fizemos levou em torno de 6 meses, ele quebrou. Mas no processo, aprendemos com o nosso erro e fizemos outro em 24 horas. É trabalhoso, tivemos que pesquisar muito", conta Alan de Souza Santos, de 17 anos.

"[...] Conseguimos tornar acessível por controle. O Arduíno a gente programou. Também usamos papelão no drone e para o servomotor foi usado um pedaço de régua. Ele gira e a semente cai. Foi difícil, mas rendeu um belo trabalho."

Com as sementes "a bordo" do drone, elas são lançadas na área que foi preparada pelos estudantes. O trabalho também inclui a limpeza do espaço e irrigação das mudas.

Segundo o professor de biologia da escola, Reginaldo José de Amaral, com as ferramentas adequadas, eles conseguiram fazer um trabalho considerado fundamental para reflorestar a área com mudas doadas por parceiros.

"Faz parte do currículo, no final do segundo bimestre é a matéria do segundo ano do ensino médio. Nosso projeto final foi fazer o reflorestamento de uma área, perto de nascente, para colocar em prática o que os alunos aprenderam em sala de aula", explica o professor.

Segundo a estudante Mariana Baroni, de 17 anos, as aulas práticas contribuem com o processo de aprendizagem e também com a importância de cuidar da natureza.

"Deu trabalho, mas deu tudo certo. As aulas práticas melhoram o nosso da aprendizagem. Também é bom para o aluno porque o estudo fica mais gostoso, mais legal."

Neste 21 de setembro, Dia da Árvore no Brasil, a data antecede o início da primavera no Hemisfério Sul, visa promover a preservação das florestas e incentivar a proteção do meio ambiente.

"Esta era uma área degradada e autuada pela Polícia Militar Ambiental. O proprietário, tendo que recuperar o local, cedeu à escola para o plantio de mudas", afirma Fabio Luis Leme, tenente da Polícia Ambiental.

"A Polícia Ambiental apoia qualquer atividade de educação ambiental, especialmente com adolescentes e jovens adultos, porque é nessa faixa etária que o indivíduo é preparado para o futuro."

Fonte: G1 RioPreto

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