Polícia Civil apreendeu cartões bancários e máquinas de cartão com o suspeito preso em Santa Adélia (SP) — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil prendeu na terça-feira (8) um agiota suspeito de oferecer empréstimos e cobrar juros abusivos que podiam alcançar índices de até 100% ao mês em Santa Adélia (SP).

Conforme o delegado responsável pelo caso, Tiago Mota Tavares da Silva, as investigações apontaram que, após a concessão dos valores, o homem iniciou uma série de ameaças e coagia as vítimas.

Para isso, utilizava armas e comparsas para intimidar as vítimas. Ele invadia as residências das vítimas para pegar os cartões bancários, tais como cartões de aposentadoria, Bolsa Família, salários e poupança, acompanhados das respectivas senhas.

Com os cartões, fazia saques e tirava dinheiro das vítimas, até que as dívidas fossem consideradas quitadas. Entre as vítimas, está um aposentado de 59 anos que, após contrair um empréstimo, teve toda a aposentadoria e o décimo terceiro salário integralmente apropriados pelo suspeito.

A vítima cometeu suicídio no mesmo dia em que teve o cartão devolvido. Durante a investigação, a polícia constatou que o aposentado foi ao banco e percebeu que todos os valores foram retirados da conta bancária.

A investigação conduzida pela Polícia Civil apura, ainda, o possível envolvimento do homem em outro caso de suicídio, referente a um jovem que, após contrair dívidas decorrentes de jogos de aposta, recorreu ao casal para obtenção de empréstimo.

Além desses episódios, há diversos relatos de famílias, conforme o delegado, que afirmam terem sido vítimas de ameaças, extorsões e outros constrangimentos ilegais praticados pelos investigados.

A polícia ainda identificou dezenas de contas bancárias abertas em nome dos investigados, tanto em instituições financeiras físicas quanto digitais.

Prisão de estuprador

A Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) prendeu um homem condenado a 19 anos de prisão em regime fechado acusado de estuprar a sobrinha de 14 anos em São José do Rio Preto (SP).

O mandado de prisão foi expedido em dezembro de 2024. O crime ocorreu no Paraná.

Fonte: G1 RioPreto

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