O retorno do Grêmio Catanduvense ao cenário profissional do futebol paulista tem sido uma jornada de superação e obstáculos acentuados. Após um hiato de meia década sem atividades oficiais, a equipe sente o impacto da falta de ritmo e da montagem de um elenco em meio à alta competitividade do Campeonato Paulista Sub-23 (Segunda Divisão).
Gestão no "Básico" e Escassez de Apoio
Para além das quatro linhas, o clube enfrenta uma realidade financeira delicada. Logo após a primeira rodada, o Presidente Sérgio Gomes pediu o apoio do torcedor nesta retomada e reconheceu que o planejamento está sendo executado dentro do que é básico, devido à carência de investidores.
“Não temos nenhum apoio local, tudo que é investido é por minha conta, com ajuda de alguns parceiros”, lamentou o mandatário, evidenciando que a reestruturação do "Bruxo" é, por enquanto, um esforço solitário da diretoria.
Números Implacáveis no Primeiro Turno
Dentro de campo, o reflexo das limitações financeiras e do tempo de inatividade é nítido nas estatísticas. O Grêmio encerrou a primeira metade da fase de grupos na lanterna isolada do Grupo 02, sem somar pontos após cinco jogos.
A defesa tem sido o ponto de maior vulnerabilidade, com 17 gols sofridos (média de 3,4 por partida), enquanto o ataque converteu apenas três vezes. O saldo negativo de 14 gols é agravado por goleadas sofridas contra a Santacruzense (6 A 0) e o Independente (4 A 0).
A Esperança no Returno
Apesar do início desolador, o futebol oferece a chance imediata de redenção. O Grêmio Catanduvense inicia o segundo turno jogando em casa, no Estádio Sílvio Salles, justamente contra a Santacruzense. A partida é vista como um "divisor de águas" para o elenco, que busca apagar a má impressão da estreia e conquistar os primeiros pontos para honrar o investimento e a história do clube.
O desafio é grande, mas a retomada do futebol profissional em Catanduva é o primeiro passo de um longo e necessário processo de reestruturação.
Fonte: Da Redação Catanduva Na Net
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