Pesquisa realizada pelo SENAI-SP revela que 79% dos alunos da rede se sentem totalmente atendidos e 19% parcialmente atendidos em atividades que envolvem comunicação, acompanhamento, resolução de atividades, respostas às dúvidas e suporte à utilização de ferramentas remotas adotadas pela instituição durante a pandemia. A Pesquisa Educacional Impacto Covid-19 foi aplicada em toda a rede de escolas do SENAI-SP, localizadas na região metropolitana do estado de São Paulo, interior e litoral, de 21 a 31 de julho.

Outro dado da pesquisa mostra que cerca de 90% dos alunos concordam - totalmente ou parcialmente - que as estratégias adotadas pelas escolas garantiram sua formação. Quanto ao desenvolvimento das capacidades técnicas, 58% se dizem totalmente atendidos com as devidas estratégias de mudanças para o ensino remoto e 33% parcialmente atendidos.

O levantamento também ouviu professores e gestores que no período da pandemia tiveram que se adaptar ao novo formato em dar aulas mantendo a qualidade do ensino sem interromper a boa capacitação de profissionais da indústria.

Segundo o levantamento, a grande maioria dos docentes, 90%, declarou que os cursos foram modificados para que fossem viabilizados de forma remota. Para que isso fosse possível, 24% dos gestores proporcionaram aos professores os ambientes e a estrutura da escola, e 19% disponibilizaram recursos para a preparação das aulas, como laboratórios, oficinas e equipamentos para gravação e transmissão. Cerca de 14% ainda ofereceram computadores e notebooks aos professores. Outra importante ferramenta de apoio foi a criação de grupos de estudos para que os professores compartilhassem suas experiências, estratégia citada por 34% dos gestores das escolas.

Quanto ao suporte tecnológico aos alunos, 27% dos gestores das escolas disponibilizaram computadores, notebooks e tablets. Houve ainda relatos sobre provimento de rede de internet e levantamento para liberação de modem. De acordo com a pesquisa, 72% dos estudantes acessam internet por banda larga (cabeada ou wifi), enquanto 24% pela banda larga e pacote de dados móveis e 4% só por meio de dados móveis. A maioria dos estudantes (68%) possui computador e celular, enquanto 26% declararam possuir só celular. Destes, 44% compartilham o dispositivo (celular ou computador) com outras pessoas na casa.

As estratégias educacionais à distância mais utilizadas foram: videoaula (98%), e-mail (94%), chat (93%) e WhatsApp (90%). Cerca de 76% utilizaram os ambientes remotos de ensino - como Teams, Moodle e Google Classroom - sem dificuldade, e somente 11% revelaram dificuldades em realizar as videoaulas síncronas.

Bem-estar
A pesquisa também analisou os impactos da pandemia na saúde física, emocional, familiar e financeira dos alunos e professores. Aproximadamente 35% declararam que enfrentaram sofrimento emocional com prejuízo nas suas atividades educacionais. Este sofrimento emocional foi verificado também em 22% dos familiares dos alunos e em 9% dos docentes. Já os impactos financeiros atingiram cerca de 20% dos estudantes que declararam ter perdido o emprego, enquanto 55% tiveram algum impacto financeiro pessoal ou familiar. Entre os docentes, 41% declararam ter sofrido impacto financeiro individual ou familiar. Esse e valor se manteve constante em todas as regiões do estado.

Para o apoio físico e emocional das pessoas, foram usadas as ferramentas como e-mail, WhatsApp e encontros remotos. Além de outras práticas, como distribuição de cestas básicas e práticas de acolhimento e motivação.

Outro ponto que chamou a atenção na pesquisa foi a atuação dos Analistas de Qualidade de Vida (AQV), que acompanham de perto os alunos e colaboradores em diversas questões pessoais e profissionais, humanizando cada vez mais, a relação da instituição com as pessoas. Este apoio foi referenciado espontaneamente por 8% dos entrevistados.

Satisfação e desenvolvimento técnico
O levantamento também quis saber se os alunos estavam totalmente satisfeitos com o curso oferecido no período da pandemia e 60% responderam que sim, 37% parcialmente satisfeitos e somente 3% declaram insatisfação.

Quanto ao desenvolvimento das capacidades técnicas, 58% foram totalmente atendidos, e 33% percebem que tal desenvolvimento aconteceu parcialmente. Esse resultado obtido na pesquisa pode ser indicativo da natureza do curso e da necessidade de realização das práticas em ambiente presencial. Este comportamento se repete quando perguntados sobre o sentimento de prejuízo ao desenvolvimento das competências profissionais do perfil: 28% sentem-se prejudicados em suas competências profissionais, 54% concordam parcialmente e 28 % discordam da existência de prejuízo em sua formação.

Sobre as estratégias remotas serem garantidoras da formação profissional, 37 % concordam totalmente, 53% parcialmente e 10% não concordam. Esta discordância pode estar relacionada desde as questões estruturais (acesso, ferramentas, ambiente remoto) até as questões pedagógicas e de natureza específica de cada curso. Além disso, aponta para a pertinência da adoção do ensino hibrido, modelo que mescla momentos em que o aluno estuda sozinho, de maneira virtual, com outros em que a aprendizagem ocorre de forma presencial, valorizando a interação entre pares e entre aluno.

Retorno Presencial
Questionados sobre o retorno às atividades presenciais, 50% dos estudantes já se sentem à vontade, 35% ainda condicionam o retorno às condições oferecidas pelas escolas e pelo próprio município e 15% não estão confortáveis com a volta. A pesquisa também perguntou sobre a continuidade das estratégias remotas adotadas durante a pandemia, e 54% concordam com sua manutenção - total ou parcial, enquanto 46% não concordam.

Grupo de risco
Entre os docentes, aproximadamente 20% informaram que pertencem ao grupo de risco para COVID-19 e estão localizados na Região Metropolitana de São Paulo. Entre os estudantes, este número foi de 12%, observando-se um percentual maior nas escolas do litoral paulista.

Perfil da pesquisa
A maioria dos estudantes é do gênero masculino (69%) e têm entre 14 a 25 anos (92% do total), com a maior média de idade observada na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). 78% dos docentes têm entre 31 e 50 anos e 12% mais de 51 anos de idade. 81% são homens, 3% possuem características de deficiência e 60% moram em residências com até três pessoas, sendo que a proporção é maior na RMSP (66%) e no litoral (63%).

Fonte: SENAI

Paramount divulga trailer oficial do novo filme Street Fighter

Leia mais...

Votuporanguense encara Juventus na luta pelo acesso ao Paulistão 2027

Leia mais...

Solinftec apresenta nova geração de robôs agrícolas durante a Agrishow

Leia mais...

Entre homenagens e fiscalização: Gleison Begalli usa a tribuna e destaca cultura, reconhecimento e cobra transparência em eventos públicos

Leia mais...

Festival de Dança de Catanduva abre com baile solidário e grandes nomes da dança

Leia mais...

Vereador Marcos Crippa homenageia equipe Mestre Preparações e reforça apoio ao esporte de arrancada em Catanduva

Leia mais...