A médica dermatologista Bruna Somilio, docente do curso de Medicina da Unifipa/FAMECA, está desenvolvendo sua pesquisa de doutorado, que pode contribuir para a compreensão e o tratamento do melanoma — um dos tipos mais agressivos de câncer de pele.

 

O estudo busca identificar variações no gene MICA em pacientes com melanoma. Esse gene produz uma proteína que ajuda as células de defesa a reconhecerem e atacarem células tumorais. "Alterações no gene MICA podem dificultar esse processo de vigilância imunológica, favorecendo o crescimento do câncer e até influenciando a resposta aos tratamentos. Assim, compreender essas variações pode representar um avanço importante na oncologia cutânea", diz a Dra. Bruna Somilio.

 

De caráter multicêntrico o estudo é coordenado pela Profa. Dra. Fernanda de Freitas Anibal, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com a participação da Unifipa, da Unesp de Botucatu, da Fiocruz e da USP de Ribeirão Preto.

 

"O apoio dos hospitais da Fundação Padre Albino e da Unifipa foi fundamental para que a coleta e o processamento das primeiras amostras biológicas fossem iniciados já no primeiro dia de trabalho, assegurando a infraestrutura adequada para o desenvolvimento da pesquisa", ressalta a professora Bruna Somilio.

 

 

Para Fernanda Anibal, docente da UFSCar, vinculada ao Departamento de Morfologia e Patologia, também coordenadora do Laboratório de Inflamação e Doenças Infecciosas (LIDI) e orientadora do projeto, a pesquisa evidencia a força da união entre diferentes instituições. "Reconhecidas pela excelência no atendimento e pelo compromisso com o bem-estar da comunidade, essas instituições demonstram que a integração entre assistência médica de qualidade e pesquisa científica de ponta é fundamental para o avanço da dermatologia".

 

Destaca-se ainda a participação da equipe de pesquisadoras da UFSCar, Dra. Bruna Dias de Lima Fragelli, Dra. Joice Margareth de Almeida Rodolpho e Dra. Krissia Franco de Godoy; e da Unesp, Dra. Camila Ferreira Bannwart Castro — todas doutoras em Genética e especialistas em Imunologia, que atuaram diretamente no processamento do material, reforçando o caráter colaborativo e técnico-científico da pesquisa.

 

Segundo a pesquisadora Bruna Fragelli, coorientadora da pesquisa, trata-se de um estudo promissor, cujos resultados têm o potencial de beneficiar diretamente a sociedade, ao contribuir para o desenvolvimento de terapias mais eficazes e personalizadas no combate ao melanoma.

 

Fotos: Comunicação FPA

 

Fonte: Alan Gazola - Fundação Padre Albino

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