Os desafios para qualquer pessoa se tornar um empreendedor de sucesso são inúmeros. Porém, quando falamos em empreendedoras mulheres, este cenário de dificuldades se intensifica, pois, além das barreiras de gerenciamento de negócios, outros fatores como percepções sociais e pautas sexistas têm grande influência no dia a dia. 

Por mais que as mulheres tenham começado a ganhar espaço no mercado de trabalho, sobretudo na segunda metade do século XX, é somente agora, no século XXI que as mulheres têm a oportunidade de criar e planejar suas carreiras.  

Principais desafios enfrentados pelas mulheres que querem empreender no Brasil

Para exemplificar, é possível destacar alguns dos principais desafios vivenciados pelas mulheres empreendedoras brasileiras:

Múltipla jornada de trabalho

Mesmo com o passar dos anos e a evolução do que se entende por sociedade, até hoje as mulheres continuam sendo as maiores responsáveis pelas tarefas domésticas, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea. Contudo, dados do estudo realizado pelo Instituto apontam que mais de 40% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres, que, em sua maioria, tem níveis escolares mais altos do que a dos homens. 

Esse comportamento demonstra que, além de administrarem empresas, as mulheres ainda são responsáveis pela execução das tarefas domésticas, cuidado com os filhos, além de terem que encontrar espaço para os estudos. Esse tipo dupla ou até mesmo tripla jornada traz malefícios, como sobrecarga física e psicológica, por exemplo. 

Sexismo

Não é surpresa para ninguém que a realidade feminina no mundo dos negócios ainda é muito diferente da masculina, afinal, em uma boa quantidade de casos, o simples fato de ser mulher faz com que acionistas e investidores desacreditem e diminuam a credibilidade do negócio, além de duvidarem da capacidade de gestão da empreendedora. 

Cenários como estes são bastante comuns e reflete a imagem construída ao longo dos anos de que os homens são os melhores preparados e os únicos capazes de garantir a sobrevivência das famílias.

Falta de incentivo por parte da família

Há quem diga que este seja um dos piores desafios enfrentados pelas mulheres empreendedoras, que na grande maioria dos casos não contam nem com o suporte dos próprios familiares. Atualmente, não é difícil encontrar relatos de mulheres já bem-sucedidas, mas que passaram por situações desconfortáveis e desafiadoras no início de suas jornadas

Em momentos como estes, vale a pena buscar apoio em pessoas que talvez estejam até mesmo mais distantes e também é importante aproveitar o período para fazer novas amizades e até mesmo conexões que podem vir a beneficiar os negócios. 

Limitação de crédito

Conseguir crédito no mercado é sempre uma tarefa difícil para todo empreendedor. Porém, para as mulheres esse processo pode ser ainda pior. Influenciados por questões sexistas, muitos credores trabalham com linhas de crédito financeiro menores e com taxas de juros mais elevadas.

Além disso, menos de 2% de 2% dos recursos de crédito mundiais são direcionados para empresas que contam com liderança feminina, segundo dados da Rede Mulher Empreendedora - organização da sociedade civil de apoio a projetos de empreendedorismo feminino. 

De acordo com pesquisa realizada pela organização, 59% das mulheres empreendedoras afirmam que investiriam mais em suas empresas se tivessem a oportunidade de negociar linhas e taxas de crédito mais atrativas, enquanto 38% garantem que precisam de crédito, mas não têm acesso. 

Para enfrentar adversidades e desafios, é preciso planejamento

Dados do Mulheres Empreendedoras – portal que tem como principal objetivo fomentar a discussão a respeito do empreendedorismo feminino, desafios e tendências do setor – apontam que o Brasil tem, atualmente, mais de 5,7 milhões de mulheres no comando de empresas. Além disso, o público feminino também representa 30% das sociedades de empresas em atividade. 

Para conseguirem se destacar em um ambiente tão competitivo e pouco propício, às mulheres empreendedoras focam no planejamento de seus negócios. 

A etapa de planejamento é muito importante para que a empreendedora consiga visualizar e entender quanto de dinheiro precisará investir no negócio e quais os caminhos seguir para que ele seja promissor. 

As principais etapas para o planejamento do negócio compreendem:

  • Informações sobre a empresa;

    • Sumário executivo

    • Resumo dos pontos prioritários do plano de negócio

    • Dados das empreendedoras/dos empreendedores e suas funções (caso haja mais de um sócio ou sócia)

    • Dados da empresa

    • Princípios organizacionais (Missão, Visão e Valores)

    • Setor de atividade da empresa

    • Formatação jurídica

    • Enquadramento tributário

    • Capital social

    • Fonte de recursos para o negócio

  • Análise das variáveis de mercado;

    • Estudo do perfil dos clientes

    • Análise de fornecedores

    • Análise da concorrência

  • Estratégia de comercialização e marketing;

    • Localização

    • Descrição dos produtos e serviços

    • Valor dos produtos ou serviços

    • Formas de comercialização

  • Projeções financeiras.

Como se destacar em 2021

Assim como 2020, 2021 também será um ano com muitos desafios, afinal, a pandemia causada pelo novo coronavírus fez com que todas as projeções econômicas fossem revisadas para baixo. De acordo com dados do Ipea, por exemplo, a queda projetada do PIB em 2020 é de 6%, e a trajetória de recuperação do Produto Interno Bruto deixará um carry-over de quase 2% para 2021. Ou seja, o ano vai exigir empenho e os negócios precisarão se destacar. 

Algumas tendências interessantes são:

  • A abertura de franquias;

  • Venda de alimentos saudáveis, com um apelo natural e até mesmo com opções vegetariano/veganas;

  • Revenda de produtos de beleza; e

  • Peças artesanais;

Outras dicas importantes dizem respeito à maximização das vendas. Por isso, é importante entender o público consumidor e seus hábitos de consumo, ampliando o leque de produtos, as ofertas e até mesmo as facilidades de pagamento. 

Empreender é uma tarefa difícil, que leva empenho e tempo. Desta forma, é sempre importante ter em mente que, por mais que o caminho seja árduo, vale a pena investir, estudar e até mesmo se adaptar, caso seja necessário. Afinal, comandar um negócio próprio é o sonho de muitas brasileiras de destaque, que podem servir como exemplos e inspirações. 

Sabrina Nunes, uma história de sucesso

À frente do maior ecommerce de semijoias do Brasil, Francisca Joias, está está Sabrina Nunes, empreendedora que iniciou as vendas com apenas R$ 50 e aproveitou o mercado ascendente do e-commerce para traçar a estratégia que faria a empresa se destacar.


"Quem é um pequeno empreendedor e está dando os primeiros passos neste momento tão difícil deve observar a importância da internet e fortalecer a sua presença digital", reflete a empreendedora, que dá outras dicas para vender mais e melhor pela Internet:


Investimento em marketing digital 

Pioneira em utilizar estratégias de inbound marketing para a Francisca Joias, Sabrina faz uma comparação "Ter uma loja online é como ter uma loja na rua mais movimentada do mundo, a internet". Para ser notado pelos clientes, é preciso de divulgação. 


A marca embarcou com tudo em estratégias de marketing digital, usando SEO, blog próprio, redes sociais, landing pages, e-mail marketing e ferramentas de vendas e análise para se consolidar entre o público-alvo e gerar leads de qualidade. 


Experiência diferenciada

O relacionamento entre a marca e o consumidor é próximo e também ágil, pois o cliente é exigente e não dá oportunidade para amadorismo. 


"Uma das principais estratégias é cuidar do cliente. Por mais que as vendas sejam feitas pela internet, procuramos quebrar a frieza do digital", conta Sabrina. 


A experiência positiva é importante também durante a parte física do processo. Na entrega, o consumidor recebe o produto em uma embalagem caprichada e aromatizada, complementando a experiência digital. 


Força na Internet

"Muitos empresários não dão valor à sua presença digital ou associam a presença digital da marca apenas ao Instagram. Mas, esquecem que o instagram é apenas a vitrine da loja, e não o único canal de venda", acredita a CEO da Francisca Joias. 


É por isso que o fortalecimento da presença digital deve acontecer com a expansão para todas as plataformas em que o público-alvo marca presença, seja no WhatsApp, no Tik Tok ou outra. "Moda e internet têm em comum uma velocidade muito grande e se complementam", analisa ela. 


A marca também aposta em parcerias com influenciadores, tanto para a divulgação do e-commerce localmente quanto para a produção de peças com apelo ao público-alvo. 


De olho na concorrência

Com cada vez mais pessoas conectadas, há mais oportunidades de vender e ganhar consumidores. Segundo o estudo "Perfil do E-commerce Brasileiro", feito por BigData Corp e PayPal, já existe quase 1 milhão de lojas virtuais no Brasil. 


Essa concorrência obriga o mercado a deixar de ser amador. Portanto, se a empresa não se digitalizar, ela vai perder espaço na preferência dos clientes. 


É essencial monitorar como anda a evolução dos concorrentes e selecionar seus benchmarks - ou seja, aquelas referências que podem inspirar a empresa a ser cada vez melhor.

 
Fonte: HedgehogDigital

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