Um museu localizado em Catanduva, no interior de São Paulo, reúne uma coleção rara da bebida brasileira que ganhou o mundo: a cachaça.
O Museu da Cachaça foi fundado há mais de 40 anos e reúne mais de 5 mil rótulos da bebida que foram adquiridos de norte a sul do país.
Segundo Mário Sérgio Seghese, proprietário do engenho de Catanduva, a coleção começou a partir da paixão do pai, Baptista Seghese, pela bebida que conheceu com amigos da roça.
"Ele achou que, por bem, ter coleção de cachaça iria engrandecer o que ele sempre gostou, que era colecionar coisas. Então pedia aos amigos para crescer a coleção. Hoje temos rótulos do Brasil todo, de norte a sul. Temos coleção para visitação e o pessoal pode se deliciar com tudo", explica.
O engenho
A história do Engenho Santo Mario começou na Lombardia, região norte da Itália. Baptista Seghese e a esposa eram empregados em uma fazenda produtora de grappa, bebida feita a partir do bagaço da uva.
Com o início da Primeira Guerra Mundial, o casal de camponeses se mudou para o Brasil em 1918. Eles se instalaram em Piracicaba e atuaram no corte de cana-de-açúcar, momento em que Baptista montou um engenho no fundo de casa, a partir de peças descartadas e doadas pelos patrões.
Em 1940, com a ajuda dos filhos, eles passam a produzir a bebida, mas se mudam para a capital paulista. Após 30 anos, em Catanduva, Mário Sérgio retoma o antigo sonho do pai com o Engenho Águas Claras, nome inspirado no riacho que corta a propriedade.
Depois, o nome do engenho foi mudado para Santo Mário. E para aumentar a coleção, o comerciante passou a propor a troca de um garrafão da cachaça que produzia por um rótulo que ainda não tinha.
Atualmente, o engenho produz cachaças artesanais, coquetéis, licores, além de vender doces típicos regionais.
Fonte: André Modesto, TV TEM

