O ano de 2021 ainda será marcado pela COVID-19, principalmente, no Brasil. Já em janeiro, os números de casos de coronavírus voltaram a crescer enormemente. A principal hipótese do aumento de casos é a banalização do vírus, o que leva a aglomerações, encontros, etc.. Se isso for correto, o maior desafio do brasileiro ainda está por vir: o Carnaval.

É evidente que a vacinação não será rápida devido ao número da população brasileira; e a proibição do Governo pode não impedir que os foliões saiam às ruas. Isso significa que os números de casos e mortes podem aumentar.

A proibição e/ou o adiamento do Carnaval 2021 pelo Governo podem não ser respeitados, pois se lançarmos o olhar na História, dois adiamentos já foram estipulados: em 1892 e 1912. E a população, por não acatar os pedidos dos governantes, acabou por realizar duas vezes o carnaval nesses anos.

Apesar dessas datas não estarem relacionadas a nenhuma pandemia, na Europa Medieval o carnaval que se seguiu após a epidemia da peste bubônica foi um dos maiores já relatados. Isso aconteceu pois, culturalmente, o carnaval é uma festividade de expiação. Livramos todas as tensões sociais nele. Já em meio à peste e contagiados pelo medo coletivo, existem diversos relatos de grandes e ininterruptas aglomerações e festas, como as famosas danças de São Vito ou danças da morte.


O caso mais famoso é o de Estrasburgo, na França. De acordo com os estudos já realizados e relatos da época, quem começava a dançar não conseguia parar. Alguns autores denominam esses casos de histeria coletiva; já eu prefiro denominá-lo de Contágio Psíquico, tema do livro que lançarei este ano.

O fato é que ali houve uma expiação coletiva do medo da morte que a população da época enfrentava. Podemos entender esta expiação do medo da morte como um fenômeno coletivo contrafóbico da psique, ou seja, quando o indivíduo vai ao encontro de seu medo para que possa se livrar dele - um livramento literal. Nesse caso, muitos indivíduos encontram a morte literal. Por isso, é necessário simbolizar.

Apesar de parecer uma época longínqua, não podemos negligenciar a natureza psíquica humana. Vimos no ano de 2020 muitos indivíduos seguindo esse padrão contrafóbico e não praticando nenhuma medida de higiene e segurança contra a COVID-19. Presenciamos também os furtos de papel higiênico e um aumento considerável do consumo de benzodiazepínicos pela população, indicando que o medo está presente, apesar do vírus banalizado.

O fato é que todos estamos psicologicamente exaustos da tensão gerada pela COVID-19. Resta aguardar e tentar ainda seguir com consciência, evitando qualquer tipo de aglomerações, especialmente a do Carnaval, para que este não seja marcado também pela COVID-19 como o maior e pior carnaval do Brasil.

*Dr. Leonardo Torres, 30 anos, psicoterapeuta junguiano e palestrante.

Fonte: R&F Comunicação Corporativa

Mancha escura no rodapé não é só estética; especialista da Vedacit explica como resolver

Leia mais...

Docente da FAMERP, Regina Chueire destaca desafios enfrentados por mulheres durante homenagem na Alesp

Leia mais...

Vereadores Ivânia Soldati e Manoel Gol de Ouro participam do lançamento da Campanha do Agasalho 2026 em Catanduva

Leia mais...

Sábado tem Demônios da Garoa na Praça da Matriz em homenagem ao Dia das Mães

Leia mais...

Liga de Genética da Fameca/Unifipa promove evento Cromossomo do Amor na APAE Catanduva

Leia mais...

Menores de Catanduva e Severínia são apreendidos por tráfico em Olímpia

Leia mais...