A pandemia continua, os trabalhos se adaptaram, as crianças estão em casa. Tempo é uma coisa que se pensava que iria sobrar e agora está faltando para cada um conseguir lidar com todas as demandas do trabalho e da família.
O momento não é fácil para ninguém e os números de casos e mortes só aumentam. Se é estressante e deprimente para um adulto, imagine para uma criança. Elas também são afetadas. Será que os pais estão preparados para lidar com um filho que deprimiu diante de tantos acontecimentos?
A resposta é não. Ninguém está preparado, mas os pais podem dar suporte para que seus filhos passem e enfrentem os sentimentos e emoções que eclodirão dessa depressão e dessa pandemia. É um paradoxo: ninguém tira ninguém de um estado depressivo, todavia é muito difícil sair sozinho de um.
Pontos cruciais:
1) Não esconda informações dos seus filhos sobre o momento: muitos pais, querendo proteger seus filhos, escondem as informações da pandemia, dão alguma desculpa e dizem que está tudo bem, e isso não é bom. Crianças não captam o mundo da mesma forma como o adulto (mais racionalmente). Elas captam, inconscientemente, os movimentos psíquicos, os sentimentos e emoções dos pais. Isso significa que, se já é impossível esconder uma briga entre pai e mãe da criança, imagina preocupações, ansiedades e depressão que os próprios pais enfrentam neste momento.
2) Converse sobre a tristeza: este é um ponto que adultos também fogem. Assim como as alegrias, nós devemos conversar sobre nossas tristezas, desenhar as tristezas, dançar as tristezas e etc.. Um filho deprimido não necessita de palavras motivacionais e surdas dos pais. Na verdade, ele necessita ser escutado e acolhido. Curiosamente, os pais, nesta hora, podem ter medo: "e se eu não souber responder o que ele pergunta?". Na verdade, isso não importa, o que importa é dividir e partilhar tais emoções, estar com seu filho. Jogo limpo, de alma para alma.
3) Busque ajuda profissional: a psicoterapia e a arteterapia são excelentes para acolher a criança deprimida (e também os próprios pais) e promover uma integração, ou seja, fazer a criança lidar e aceitar a tristeza com mais prontidão. Isso faz com que as emoções e os sentimentos sejam visitados e trabalhados, promovendo transformações no indivíduo.
 
*Leonardo Torres, Professor e Palestrante, Doutorando em Comunicação e Pós-graduando em Psicologia Junguiana

Paramount divulga trailer oficial do novo filme Street Fighter

Leia mais...

Votuporanguense encara Juventus na luta pelo acesso ao Paulistão 2027

Leia mais...

Solinftec apresenta nova geração de robôs agrícolas durante a Agrishow

Leia mais...

Vereador solicita informações sobre gastos do Canta e Encanta em Catanduva

Leia mais...

Festival de Dança de Catanduva abre com baile solidário e grandes nomes da dança

Leia mais...

Vereador Marcos Crippa homenageia equipe Mestre Preparações e reforça apoio ao esporte de arrancada em Catanduva

Leia mais...