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Projeto da vereadora Laura Luíza Protetora transforma Aeropatas em compromisso permanente com a causa animal em Catanduva

A causa animal conquistou importante espaço na agenda legislativa de Catanduva. A Câmara Municipal aprovou, na última terça-feira, dia 27, o Projeto de Lei nº 57/2026, de autoria da vereadora Laura Luíza Protetora (Podemos), que institui o Dia do Aeropatas no calendário oficial do município. A proposta reconhece e busca da continuidade a uma caminhada que reúne cães, tutores, famílias e defensores da proteção animal em um evento dedicado à convivência, ao respeito e à conscientização.

O nome ‘Aeropatas’ combina a referência ao Parque Esportivo Aeroporto, onde acontece a caminhada, com as patas dos animais que participam do encontro. A expressão identifica uma iniciativa comunitária que transforma um espaço tradicional de lazer e atividades físicas em ponto de encontro para pessoas que compartilham o compromisso com o bem-estar dos animais.

Com o projeto de Laura Luíza, aprovado em duas discussões pelo Legislativo, o Aeropatas deixa de depender apenas de iniciativas eventuais e passa a contar, caso a proposta seja sancionada, com reconhecimento legal para sua realização periódica, preferencialmente em outubro, mês em que se celebra o Dia Mundial dos Animais.

“A iniciativa vai além da criação de uma data comemorativa. Seu principal alcance está em associar uma atividade de convivência familiar a ações educativas e preventivas capazes de mobilizar a população em torno de problemas que afetam animais e seres humanos, como abandono, maus-tratos, reprodução descontrolada e riscos à saúde pública”, explica a autora.

Conscientização coletiva

O Aeropatas já integra a programação de atividades ambientais e comunitárias de Catanduva. Sua primeira edição foi realizada em outubro de 2025, por iniciativa da Prefeitura, reunindo tutores e animais no Parque Esportivo Aeroporto.

A proposta legislativa de Laura Luíza procura dar continuidade e reconhecimento institucional a essa mobilização, ampliando as possibilidades de participação de organizações protetoras, profissionais da área veterinária, empresas do setor pet, voluntários e famílias.

O projeto contempla a possibilidade de realização de campanhas de incentivo à castração, feiras de adoção responsável de cães e gatos, arrecadação de ração e outros insumos para animais resgatados, orientação médico-veterinária preventiva e distribuição de materiais educativos sobre guarda responsável e combate aos maus-tratos.

Também poderão integrar a programação atividades recreativas e ações voltadas à convivência entre famílias e seus animais de estimação, respeitadas as condições de segurança e bem-estar.

“A proposta da vereadora parte de uma compreensão importante: a proteção animal não se resume ao resgate de cães e gatos abandonados. Ela também depende de informação, prevenção, responsabilidade dos tutores e participação da sociedade”, destaca o presidente do Legislativo, Marcos Crippa, que parabenizou Laura Luíza pela iniciativa.

Ao reunir essas iniciativas em um evento de alcance comunitário, o Dia do Aeropatas poderá oferecer maior visibilidade ao trabalho desenvolvido por protetores independentes e organizações que, frequentemente, assumem o acolhimento e os cuidados de animais em situação de vulnerabilidade.

Proteção animal também é saúde pública

Um dos aspectos mais relevantes da proposta da vereadora catanduvense é sua conexão com a saúde coletiva.

O abandono de cães e gatos, a ausência de políticas adequadas de controle populacional, a falta de vacinação e a circulação de animais sem os cuidados necessários podem contribuir para problemas sanitários e conflitos nos espaços urbanos.

Por isso, campanhas de conscientização sobre castração, prevenção de zoonoses, vacinação, higiene e responsabilidade dos tutores interessam não apenas aos defensores da causa animal, mas a toda a população.

A proposta de Laura Luíza dialoga com o conceito de Saúde Única, abordagem que reconhece a interdependência entre a saúde humana, a saúde animal e as condições ambientais.

Nesse contexto, transformar uma caminhada em espaço de educação e mobilização representa uma oportunidade de aproximar a população de informações e serviços preventivos, especialmente quando houver participação de profissionais, entidades e órgãos públicos especializados.

A escolha preferencial de outubro também carrega um significado. O dia 4 do mês é reconhecido internacionalmente como Dia Mundial dos Animais, data dedicada à reflexão sobre a proteção, o bem-estar e a responsabilidade humana em relação às demais espécies.

Agenda de proteção animal

A aprovação do Dia do Aeropatas se soma a outras iniciativas da vereadora voltadas à proteção dos animais no município.

Neste mesmo mês, a Câmara também aprovou proposta de sua autoria relacionada à comunicação de casos suspeitos ou confirmados de maus-tratos identificados por estabelecimentos veterinários e empresas congêneres.

As duas matérias atuam em frentes complementares.

Enquanto uma procura fortalecer os mecanismos de identificação e comunicação de possíveis violações, a outra aposta na educação, na prevenção e na mobilização comunitária para estimular comportamentos responsáveis.

Essa combinação é relevante porque o enfrentamento dos maus-tratos não depende exclusivamente de medidas repressivas. Também exige ações capazes de prevenir o abandono, estimular a adoção consciente e ampliar o conhecimento da população sobre os direitos e as necessidades dos animais.

Ao apresentar o projeto do Aeropatas, Laura Luíza leva ao debate legislativo uma pauta que envolve diretamente o trabalho cotidiano de protetores independentes, entidades de acolhimento e voluntários.

São pessoas e organizações que frequentemente precisam mobilizar doações, custear tratamentos veterinários, buscar lares temporários e promover adoções para animais resgatados.

O reconhecimento institucional de um evento voltado a essa causa pode contribuir para ampliar a visibilidade dessas iniciativas e incentivar novas parcerias com a sociedade civil e a iniciativa privada.

Com a aprovação legislativa, o Projeto de Lei nº 57/2026 segue para análise do Poder Executivo. Caso seja sancionado, o Dia do Aeropatas passará a integrar formalmente a legislação municipal.

O reconhecimento legal não significa, por si só, a destinação automática de recursos públicos ou a obrigatoriedade de realização de todos os serviços previstos. A efetividade da iniciativa dependerá da organização de cada edição, da articulação institucional e da participação de parceiros.

Ainda assim, a aprovação representa um passo importante para dar continuidade e identidade a uma mobilização voltada à proteção animal.

O mérito central da proposta de Laura Luíza está em levar essa discussão para além dos espaços tradicionalmente ocupados por protetores e voluntários, aproximando a causa animal das famílias e da comunidade.

Mais do que criar uma data no calendário, o projeto reconhece uma responsabilidade que precisa ser compartilhada: cuidar dos animais não é apenas um gesto de afeto de quem os acolhe, mas também uma questão de cidadania, saúde pública e respeito à vida.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social – Câmara de Catanduva

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