Quando a criança completa um ano de idade inicia-se uma fase de muita alegria. Os pequenos, mais desenvolvidos e com mais autonomia, podem ter uma alimentação mais próxima da consumida por toda a família. No entanto, os cuidados permanecem para manter o oferecimento de nutrientes que atendam às necessidades de ingestão diária. Ou seja, é um período rodeado de grandes descobertas e de enormes desafios, em que a dieta deve ser adequada em quantidade e qualidade. Nada de produtos exageradamente gordurosos, salgados ou açucarados.

Segundo o pediatra especialista em nutrição, Tulio Konstantyner, esse período é crucial para o crescimento físico e desenvolvimento infantil, sendo necessária grande atenção para evitar carências ou excessos nutricionais, que possam levar prejuízos no desenvolvimento motor, cognitivo e emocional, retardo do crescimento e modificações do peso para mais (obesidade) ou para menos (desnutrição) que, até mesmo, podem gerar problemas futuros, como o diabetes tipo 2 e a hipertensão arterial.

Mas uma dúvida vem se instalando desde que a OMS indicou a possibilidade da ingestão de leite de vaca não modificado para alimentação suplementar de crianças acima de um ano de idade. Segundo o pediatra, o aleitamento materno é indiscutivelmente a melhor opção láctea para as crianças, principalmente as menores de 2 anos. "Sempre orientamos o aleitamento materno, exclusivo até os seis meses e complementar até 2 anos ou mais".

Na impossibilidade do leite materno, o pediatra afirma que o leite de vaca pode ser oferecido como opção a partir do primeiro ano, principalmente por ser uma boa fonte alimentar de cálcio e fósforo. Entretanto, faz um alerta: o consumo de leite de vaca não deve exceder a quantidade de 600 ml por dia, pois sua composição é bem diferente do leite humano.

"O leite de vaca tem alto teor proteico, alta concentração de gorduras saturadas e alta taxa de sódio que podem causar diminuição do rendimento físico, sobrecarga do rim e deficiências nutricionais. Por outro lado, o leite de vaca tem baixos teores ômega-3, minerais e vitaminas D, E e C. Para completar, o ferro e o zinco do leite de vaca são pouco aproveitados pelas crianças, levando ao maior risco de anemia, por exemplo" explica o médico Tulio Konstantyner

O pediatra especialista em nutrição infantil ressalta que, "apesar de não mandatórias, as fórmulas infantis de primeira infância são uma alternativa láctea segura para garantir a ingestão adequada de nutrientes pelas crianças que não conseguem consumir tudo que necessitam ao longo do dia. As fórmulas seguem padrões rígidos de elaboração adotados internacionalmente e são fiscalizadas e aprovadas pela Anvisa e, portanto, podem ser usadas como parte de uma estratégia para aumentar a ingestão de ferro, vitamina D, DHA e ARA, essenciais para o desenvolvimento cognitivo e motor das crianças, e diminuir a ingestão de proteínas, que em excesso pode causar obesidade futura"

Por fim, o pediatra reforça que nos primeiros seis meses de vida, o aleitamento materno é essencial e o bebê não precisa nem mesmo de água. Depois, tem início o processo de introdução de novos alimentos em formas mais pastosas, amassadas e, progressivamente, em pequenos pedaços para contribuir com o desenvolvimento da mastigação efetiva, paladar abrangente e hábitos alimentares saudáveis. Neste período o acompanhamento de médicos e nutricionistas é essencial. Vale ressaltar a importância de oferecer alimentos de forma diversificada e pertencentes a todos os grupos, como lácteos, frutas, legumes, verduras, cereais, arroz, feijão e carnes.

Fonte:  FleishmanHillard

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