A série Ideias, promovida pelo Sesc São Paulo por intermédio de seu Centro de Pesquisa e Formação (CPF), traz a transmissão ao vivo de debates sobre as principais questões que tensionam a agenda sociocultural e educativa atual, com o objetivo de incentivar a reflexão no contexto desafiador em que nos encontramos. Sempre às 16h, as conferências acontecem pelo canal do YouTube do Sesc São Paulo, com participação do público e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Entre os dias 06 e 10 de julho, a série trata dos assuntos Vacina e saúde: conceitos, dados estatísticos e as conexões entre o indivíduo e a sociedade, na terça (06/07); A biopirataria, na quinta (08/07); e no sábado (10/07), encerrando a semana de debates, Teatro para crianças na pandemia: telas, janelas e desafios. Para mais informações sobre as mesas e seus participantes, consulte a programação abaixo.

PROGRAMAÇÃO IDEIAS #EMCASACOMSESC

06 de julho, terça-feira
Vacina e saúde: conceitos, dados estatísticos e as conexões entre o indivíduo e a sociedade

O debate reflete sobre a importância da vacina para o controle da pandemia, das pesquisas, do acompanhamento estatístico e principalmente da sinergia entre as necessidades de cada indivíduo e o bem-estar coletivo.

Participantes:

Bruno Scarpellini - médico Infectologista e Epidemiologista, mestre em Saúde Pública, (Universidade de Pittsburgh), doutor em Doenças Infecciosas pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), pesquisador associado no Laboratório de Retrovirologia (UNIFESP) e professor e pesquisador na MedPUC Rio de Janeiro.

Krerley Oliveira - professor titular e coordenador do Laboratório de Estatística e Ciência dos Dados da Universidade Federal de Alagoas. Pesquisa sobre Sistemas Dinâmicos, Teoria Ergódica, Aprendizado de Máquina e Redes Complexas. Foi professor visitante da Penn State University e da Université de Paris XI. Foi eleito membro afiliado à Academia Brasileira de Ciências e ganhador da Comenda Banco do Nordeste de Desenvolvimento Social. Forma jovens talentos para as olimpíadas de matemática desde 2002.

Yara Maria de Carvalho - professora associada da Universidade de São Paulo. Coordena o Grupo de Pesquisa CORPUS. Tem como temas de interesse corpos e cuidados com redes e artes e modos de existência e produção de saúde.

Mediação e apresentação:

Fernando Andrade de Oliveira - mestre em ciências do movimento humano e assistente da gerência de saúde e odontologia do Sesc São Paulo.

08 de julho, quinta-feira
A biopirataria

A biodiversidade tem sido objeto de múltiplos interesses econômicos, o que torna estratégico o acesso de seus recursos biológicos terrestres e marítimos. Nas relações jurídicas nacionais e internacionais, o acesso aos recursos biológicos tem sua regulação, que permite a identificação de direitos das coisas, no primeiro caso, e direitos de soberania, no segundo. Sob a perspectiva do direito internacional, a construção de uma nova ordem a partir do fim da Segunda Guerra Mundial, fundada na proteção da dignidade humana e na autodeterminação dos povos, corresponde à reafirmação da soberania nacional sobre os recursos biológicos. Como reação, surge a biopirataria. O Brasil possui uma sociodiversidade formada por 305 povos indígenas que habitam todos os ecossistemas brasileiros e são falantes de 274 línguas vivas. No passado, a condição de seres humanos foi negada a esses povos para justificar a expropriação de suas terras e dos recursos naturais nelas existentes. A contemporaneidade assiste a novas formas de apropriação: os saberes, inovações e práticas desses povos consistem nas novas fronteiras a serem expropriadas sob a alegação de que estão em domínio público, uma antiga estratégia para justificar novas piratarias, o objeto da presente mesa.

Participantes:

André de Paiva Toledo - doutor em Direito pela Universidade Panthéon-Assas Paris 2. Secretário-executivo do Instituto Brasileiro de Direito do Mar (IBDMAR). Professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da Escola Superior Dom Helder Câmara (Belo Horizonte).

Fernanda Kaingáng - pertencente ao povo indígena Kaingáng, do sul do Brasil. É escritora, artista, advogada, mestre em Direito Público pela UnB e doutoranda em Arqueologia pela Universidade de Leiden. Membro do Instituto Kaingáng e do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI).

Mediação e apresentação:

Danilo Cymrot - doutor em Direito pela USP e pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.

10 de julho, sábado
Teatro para crianças na pandemia: telas, janelas e desafios

A partir da crise sanitária deflagrada com a pandemia de covid-19 que exigiu o fechamento de espaços sociais e o distanciamento entre pessoas, as artes tiveram de repensar sua forma de atuação e de acessar seus públicos. Da mesma maneira, nosso modo de fruir e interagir com os espetáculos mudou, sendo mediado por telas ou por distâncias e impossibilidades de toque, que nos impôs outras maneiras de entender e sentir esta troca entre artistas e público. Neste encontro, atores e diretores compartilham suas experiências sobre como foi repensar a forma de fazer e oferecer suas artes durante a pandemia, sobretudo no que diz respeito às crianças e as mediações e cuidados com o tempo de exposição às telas, bem como sobre a recepção neste momento ímpar de nossa história, em que ainda não podemos estar, como queremos, nesta troca direta entre palco e plateia. Antes do debate, às 15h, a Catarsis Arte para Infância e Juventude - dirigida por Marcelo Peroni, um dos participantes deste encontro - se apresenta dentro da programação Crianças #EmCasaComSesc com o espetáculo "Scaratuja". A transmissão acontece no Instagram Sesc Ao Vivo e no YouTube Sesc São Paulo .

Participantes:

Antonia Mattos - atriz, diretora, dramaturga, musicista e arte educadora. Cearense radicada em São Paulo, formada em artes cênicas pela Universidade São Judas Tadeu e em Direção pela SP Escola de Teatro. É diretora e fundadora do grupo Clã do Jabuti com o qual realizou espetáculos como "Eleguá, Menino e Malandro" @cladojabuti.

Iarlei Rangel - formado em Licenciatura em Arte - Teatro pela UNESP e integrante fundador do Grupo Esparrama, com o qual desenvolve sua pesquisa sobre a relação entre arte, infâncias, educação e cidade @grupoesparrama.

Marcelo Peroni - pós-graduado em Cultura na ECA/USP, graduado em Letras e formado pelo Teatro Escola Célia Helena. Em 2015, fez residência artística na Itália com o grupo italiano Principio Attivo Teatro, que o motivou a criar para a Primeiríssima Infância. Ator e diretor da Catarsis Arte para Infância e Juventude ( https://www.catarsis.com.br )

Mediação:

Priscila Modanesi - graduada em Teatro pelo Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio. Começou a fazer teatro em 1999. É animadora cultural no Sesc SP, desde 2014, trabalhando diretamente na pesquisa e programação das linguagens de Teatro e Circo, atualmente no Sesc Jundiaí.

Apresentação:

Andrea Fonseca - pedagoga, mestre e doutora em Estética e História da Arte pela USP. Assistente na Gerência de Estudos e Programas Sociais do Sesc São Paulo na área de Infâncias e Juventudes.

+ AÇÃO URGENTE CONTRA A FOME
Com o objetivo de ampliar a rede de solidariedade para levar comida às pessoas em situação de vulnerabilidade social, o Sesc São Paulo, em parceria com o Senac São Paulo, realiza campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis nas unidades do Sesc e Senac em todo o estado. São mais 100 pontos de coleta na capital, região metropolitana, interior e litoral. As doações são distribuídas às instituições sociais parceiras do Mesa Brasil Sesc, que repassam os itens para as 120 mil famílias assistidas. A Ação Urgente contra a Fome é uma iniciativa do Sesc São Paulo, por intermédio do Mesa Brasil Sesc, programa criado pela instituição há 26 anos que busca alimentos onde sobra para distribuir aos lugares em que falta. O que doar: alimentos não perecíveis como arroz, feijão, leite em pó, óleo, fubá, sardinha em lata, macarrão, molho de tomate, farinha de milho e farinha de mandioca. O Sesc conscientiza a população sobre importância da doação responsável, com itens de qualidade e dentro da validade.


MESA BRASIL SESC SÃO PAULO
Paralelamente à campanha Ação Urgente contra Fome, a rede de solidariedade que une empresas doadoras e instituições sociais cadastradas segue suas atividades, buscando onde sobra e entregando em lugares onde falta, contribuindo para a redução da condição de insegurança alimentar de crianças, jovens, adultos e idosos e a diminuição do desperdício de alimentos. Hoje, dezenove unidades do Sesc no estado - na capital, interior e litoral - operam o Mesa Brasil. As equipes responsáveis pela coleta e entrega diária de alimentos foram especialmente capacitadas para os protocolos de prevenção à Covid-19, com todas as informações e equipamentos de proteção individuais e coletivos necessários para evitar o contágio.

Saiba+ sescsp.org.br/mesabrasil

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