Desde o início da epidemia do Coronavírus em Wuhan, na China, a Diretoria do Hospital Unimed São Domingos (HUSD), em consonância com o Corpo Diretivo da Unimed Catanduva – gestora da unidade hospitalar, se mantém atualizada e preocupada com a situação e gravidade do tema. Reuniões para tratativas do assunto são realizadas constantemente para a tomada de decisões.

Há dois meses, foi criado o Comitê de Contingência no hospital; há duas semanas, com a intensificação de casos no Estado, foi instalado o Comitê de Crise para enfrentamento do vírus. 

“No comitê de crise temos uma equipe multidisciplinar com profissionais das áreas de Enfermagem, Farmácia e Medicina, além de responsáveis técnicos da UTI, Centro Cirúrgico e Pronto Atendimento, todos envolvidos na triagem adequada e melhor assistência a estes casos”, ressaltou o diretor de Recursos Próprios da Unimed Catanduva e diretor superintendente do HUSD, Fábio Macchione dos Santos.
 
De acordo com o médico, o primeiro passo para o plano de contingência foi a realização de levantamento do parque tecnológico da unidade. O hospital investiu na ampliação de estoque de respiradores, filtros, suplementos, materiais e medicações específicas no combate à doença. “Analisamos a capacidade de absorver atendimentos e conseguimos tudo aquilo que não tínhamos de estrutura e materiais”. 

Outra medida já colocada em prática trata-se da abordagem aos pacientes. A partir de agora, seguindo diretrizes preconizadas pelo Ministério da Saúde (MS), há um protocolo específico para atendimento do paciente sintomático respiratório e o não respiratório. 

“Disponibilizamos atendimentos separados desde triagem e consultório às salas de repouso e de emergência. Como reforço no atendimento, aumentamos o número de médicos no Corpo Clínico, com escala de apoio em todas as especialidades. Também estamos prontos para o caso de precisar aumentar ou repor o quadro de colaboradores”, explicou Santos. 

O que mudou? 

Pessoas que procurarem o HUSD com sintomas de síndrome gripal (relacionados às vias respiratórias) terão acesso pela entrada principal do Pronto Atendimento. Na entrada, o paciente passará por triagem preliminar, receberá máscara e higienização de álcool em gel.

No mesmo local, existem salas de espera específicas para crianças e adultos, separadas por grupo. Após triagem com enfermeiro, o paciente será encaminhado para a consulta em consultório clínico, para adultos, ou na sala de pediatria, para o público infanto juvenil.

Se este mesmo paciente necessitar de procedimentos internos (exames laboratoriais, inalação, eletrocardiograma), ele será encaminhado pelo médico a uma ala exclusiva de pacientes com sintomas respiratórios. 

“Este paciente não terá contato com as outras áreas do hospital, nem mesmo a equipe que estiver nesta ala terá acesso a outra área”, ressaltou a gerente de hotelaria Heloísa Lopes.  

ENTRADA INTERNAÇÃO 

Demais pacientes que procurarem a unidade com outras queixas terão acesso à unidade pela entrada da Internação, inclusive os que forem levados pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), com exceção daqueles com sintomas respiratórios graves, que farão a entrada pelo acesso da emergência de ambulância. 

ESTRUTURA 

Na parte interna da unidade, as áreas do hospital foram adequadas especificamente para pacientes notificados pelo Covid. De acordo com o diretor de Recursos Próprios, o Hospital Dia foi transformado em uma unidade de terapia intensiva de Covid; todos os leitos do Posto 4 estão preparados para o atendimento de internação. O Posto 5 também funcionará como enfermaria para atendimento aos pacientes com a doença. O Posto 2 será mantido para as demandas de atendimentos assistenciais e o Posto 1 servirá de apoio, caso seja necessário ampliar o número de leitos para pacientes com o vírus. 

TREINAMENTO 

Outro ponto importante a destacar é realização de capacitação dos colaboradores e médicos no enfrentamento da doença. As equipes receberam orientação sobre paramentação (troca e retirada das vestes seguindo protocolo para evitar contaminação), lavagem correta das mãos, abordagem aos pacientes e atendimentos. 

O infectologista e diretor técnico do hospital, Arlindo Schiesari Júnior disponibilizou também aula técnica para cada médico. 

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