Genuinamente brasileira, a cachaça é uma bebida que, assim como o vinho, pode ser utilizada na harmonização com diferentes tipos de pratos, desde os mais simples até os mais rebuscados. Para celebrar este hábito, que vem ganhando o gosto dos brasileiros nos últimos anos, o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) criou em 2009, o Dia Nacional da Cachaça, comemorado em 13 de setembro. Para marcar a ocasião, a Água Doce Sabores do Brasil separou algumas dicas de harmonização concedidas por um dos maiores especialistas em degustação de cachaça do Brasil, Delfino Golfeto, presidente e fundador da rede de franquia. Os 80 restaurantes da marca apresentam pratos típicos com um toque caseiro e regional, porções generosas, drinques criativos com ou sem álcool, além de uma seleção das melhores cachaças brasileiras.
 
Por exemplo, pratos com acento tropeiro, como linguiças, torresmos, carnes suínas e tutu de feijão, se encaixam bem com uma boa cachaça. Segundo Golfeto, há dois tipos básicos de harmonização: por semelhança, com uma cachaça suave com pratos mais suaves ou cachaças adocicadas com pratos agridoces; ou contraposição, apostando no contraste, ou seja, uma cachaça mais ácida com pratos adocicados. Para que a bebida possa valorizar a comida é preciso levar alguns fatores em consideração, como o teor alcoólico, o índice de acidez, os sabores, o aroma e o tipo de envelhecimento.
 
"Outra questão que pesa muito é o tipo de madeira utilizada na fabricação, pois isso traz uma modificação química e sensorial na cachaça, além de contribuir com aromas, cores e sabores. O processo de envelhecimento é feito de acordo com cada tipo de madeira utilizada, sendo que as mais comuns são Carvalho, Amburana e Balsamo. Isso influencia diretamente no produto final, pois cada madeira cria sabores diferenciados e amoras frutados", revela o presidente da Água Doce Sabores do Brasil. Com base nestas informações, é possível indicar quais alimentos combinam mais. No caso das cachaças neutras, que apresentam aspecto cristalino e não passam pelo processo de envelhecimento, os pratos mais indicados são: tilápia ao molho de camarão, casquinha de siri, bolinho de bacalhau, camarão crocante, saladas, queijo provolone e tilápia crocante.
 
Já no caso das cachaças que passam pelo processo de envelhecimento em tonéis madeiras, é preciso levar em consideração o tipo de madeira utilizado para escolher o prato para harmonização. As cachaças envelhecidas no Balsamo, por exemplo, combinam com filé-mignon com gorgonzola, picadinho de carne, isca de tilápia e picanha na chapa. A Amburana pode ser perfeita quando a opção é um bolinho de carne de sol, bolinho de mandioca recheado, chapa mista de carne e, por incrível que pareça, até mesmo com sobremesas. O Carvalho, por sua vez, pode ser harmonizado com pratos como escondidinho, costelinha suína, torresmo e carne de sol.
 
Museu da Cachaça
Outra curiosidade é que Delfino fundou em maio de 2004 o Museu da Cachaça, localizado em Tupã, no interior de São Paulo, onde fica a sede da Água Doce Sabores do Brasil. O local tem mais de 3 mil rótulos, além de contar a história da bebida e o processo de fabricação. A Água Doce foi pioneira na valorização da cachaça ainda nos anos 1990, investindo tanto na variedade de opções da bebida, como no uso em caipirinhas e outros drinques. Como em tempos de pandemia fica mais difícil visitar determinados locais, a marca preparou um tour virtual para que os apaixonados pela bebida possam conhecer um pouco mais sobre o Museu da Cachaça.
 
Sobre a Água Doce:
Os restaurantes da Água Doce são destino para famílias e grupos de amigos que buscam fazer de almoços, jantares, happy hours e confraternizações variadas um momento especial de entretenimento. O cardápio é extenso, repleto de delícias da culinária brasileira servidas em fartas porções e pratos. Além do extenso menu de cachaças e drinques, a casa é reconhecida pelo melhor Escondidinho do País, presente nas versões tradicional (carne de sol), camarão, frango e bacalhau. Explorando o conceito rústico, os restaurantes proporcionam espaço aconchegante aos clientes, com música ao vivo e espaço kids, mais conhecido como Doce Cantinho. Atualmente, são 80 unidades em oito estados. Além do conceito de restaurante completo, a rede lançou um modelo mais enxuto voltado para shopping centers, centros empresariais, supermercados e locais com alta movimentação de pessoas, o Água Doce Express. A marca é associada da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
 
Fonte: DFREIRE Comunicação e Negócios